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Atualizado às: 23 de agosto, 2008 - 18h11 GMT (15h11 Brasília)
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Viúvo de Bhutto é candidato à Presidência
Asif Zardari
Zardari não é candidato de consenso dentro da coalizão
O viúvo da ex-primeira-ministra do Paquistão, Benazir Bhutto, Asif Ali Zardari, vai se candidatar à Presidência do país pelo Partido do Povo do Paquistão (PPP).

O Parlamento paquistanês vai escolher o sucessor de Pervez Musharraf, que deixou o cargo para evitar um processo de impeachment, no dia 6 de setembro.

Zardari virou líder do PPP após o assassinato de Bhutto, em dezembro do ano passado.

De acordo com o correspondente da BBC em Islamabad Chris Morris, deve haver uma batalha política pela Presidência, mas Zardari é o claro favorito ao cargo.

Coalizão em risco

O correspondente ressaltou, no entanto, que a decisão de Zardari gerou polêmica e pode levar ao colapso da coalizão que ajudou a retirar Musharraf do poder.

O principal parceiro de Zardari na coalizão, Nawaz Sharif, da Liga Muçulmana do Paquistão Nawaz (PML-N, na sigla em inglês), disse ser contrário à escolha do viúvo de Bhutto para o cargo e quer um candidato de consenso.

Os dois líderes políticos também discordam sobre quantos juízes demitidos por Musharraf durante o estado de emergência decretado em novembro devem ser empossados novamente.

Os juízes, incluindo o presidente da Suprema Corte Iftikhar Chaudhry, poderiam reverter uma anistia polêmica concedida por Musharraf a Zardari e sua mulher Benazir Bhutto, no ano passado, que permitiu que o casal retornasse ao Paquistão.

Musharraf renunciou na última segunda-feira depois de nove anos no poder para evitar um impeachment pelo Parlamento, que o acusava de violar a Constituição.

Analistas dizem que apesar de o PPP e o PML-N terem trabalhado juntos para retirar Musharraf do posto, há um histórico de rivalidade intensa e desconfiança entre os dois principais partidos da coalizão governista.

A coalizão foi formada depois das eleições realizadas em fevereiro, mas analistas dizem que o grupo não conseguiu encontrar soluções para a crise econômica do Paquistão e para a ação de militantes nas regiões tribais do noroeste do país, na fronteira com o Afeganistão.

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