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Bomba em hospital 'deixa 25 mortos' no Paquistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 25 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em um ataque a bomba em um hospital no Paquistão, informou a polícia local. O incidente ocorreu na cidade de Dera Ismail Khan, no noroeste do país, que nos últimos anos é palco de violência entre muçulmanos xiitas e sunitas. Há especulações de que este tenha sido um ataque contra xiitas, disse o correspondente da BBC em Islamabad Charles Haviland. Segundo a polícia, um homem-bomba teria detonado os explosivos no momento em que um grupo de pessoas se reunia em frente ao prédio para protestar contra o assassinato de um dos membros da comunidade. O ataque se realiza um dia depois da renúncia de Pervez Musharraf da Presidência do Paquistão, e é uma espécie de lembrete de que os novos governantes do país têm pela frente um problema de militância a enfrentar, observou o correspondente da BBC. Serviços de inteligência americanos dizem que é das áreas tribais paquistanesas que militantes do Talebã saem para lutar no vizinho Afeganistão. Nesta terça-feira, na área de Bajaur, próxima da fronteira afegã, enfrentamentos entre militares paquistaneses e insurgentes resultaram em pelo menos 19 mortos, incluindo 14 militantes. Sucessão Para o correspondente da BBC, os ataques contra o Talebã no Paquistão devem continuar mesmo com o novo governo que sucederá Musharraf. As opções estão sendo discutidas por líderes da coalizão de governo. Mas os dois principais partidos da base não chegaram a um consenso sobre o sucessor. Correspondentes dizem que as discussões de hoje devem girar sobre a possibilidade de reintegrar ou não os juízes exonerados por Musharraf há um ano. Eles também precisam decidir se o ex-presidente será ou não processado por ter violado a Constituição. Musharraf, ex-comandante do Exército e aliado-chave dos Estados Unidos na chamada guerra contra o terror, chegou ao poder através de um golpe de Estado sem violência em 1999. No ano passado, ele foi forçado a deixar o controle das Forças Armadas. Sua imagem pública ficou prejudicada depois que ele demitiu quase 60 juízes para evitar que declarassem inválida sua reeleição como presidente. |
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