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Aliados apóiam impeachment do presidente Musharraf | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Partidos da coalizão de governo do Paquistão afirmaram que concordam "em princípio" com o início dos procedimentos de impeachment contra o presidente Pervez Musharraf. O texto final do acordo está sendo discutido nesta quinta-feira por líderes dos partidos em Islamabad. Segundo o repórter da BBC na capital paquistanesa Mark Dummett os líderes dos dois maiores partidos do país estão reunidos para negociação há três dias. Uma declaração conjunta deve ser divulgada nas próximas horas e, provavelmente, deve esclarecer pontos como as razões do impeachment e como o processo será aplicado. Os aliados de Musharraf foram derrotados nas eleições de fevereiro, mas o presidente resistiu até o momento a pressões para renunciar ao cargo. Nas últimas eleições o Partido do Povo do Paquistão (PPP), da ex-líder oposicionista assassinada Benazir Bhutto, surgiu como o maior partido do país, derrotando os aliados políticos de Musharraf. Em segundo lugar ficou o partido PML-N, de Narwaz Sharif, a quem o presidente Musharraf retirou do poder em 1999, em um golpe de estado. Rompimento Os dois partidos formaram uma aliança em março, mas, desde então, romperam em relação a questões como o impeachment do presidente e a readmissão dos juízes demitidos por Musharraf durante o período de estado de emergência, em novembro de 2007. O PML-N se retirou do gabinete de governo em maio quando o líder do PPP, Asif Ali Zardari, se recusou a tomar providências imediatas nestas questões. O rompimento gerou um sentimento de paralisia no governo, que está sendo pressionado para enfrentar a militância e os problemas econômicos. Musharraf já tinha dito anteriormente que preferia renunciar a enfrentar um processo de impeachment. Se este processo continuar, a política paquistanesa deve entrar em um novo território, pois nenhum outro líder do país passou por este processo. Musharraf ainda não se manifestou sobre a atual ameaça de impeachment, mas seus partidários no Parlamento já informaram que vão lutar contra qualquer tentativa de retirá-lo da presidência. Por enquanto, o presidente já cancelou sua viagem para a participação na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim. |
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