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Na China, Lula deve discutir comércio e Rio 2016 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta quarta-feira a Pequim em uma visita oficial na qual pretende promover o comércio com a China e fazer campanha pela candidatura do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016. Durante a visita de três dias à capital chinesa, Lula se encontrará com o presidente da China, Hu Jintao, e com o Presidente da Assembléia Popular da Nacional, Wu Bangguo. Lula também participará de eventos com outros lideres mundiais, como a cerimônia oficial de abertura dos Jogos Olímpicos e o almoço em homenagem aos chefes de estado estrangeiros, oferecido pelo presidente chinês na sexta-feira. A agenda presidencial se concentrará em encontros com lideranças do cenário esportivo e autoridades da China, para tratar da candidatura do Rio de Janeiro como sede dos Jogos de 2016 e da situação comercial China-Brasil. Doha Lula chegou na noite de quarta-feira (no horário local) e seguiu direto do aeroporto para o hotel Legendale, onde está hospedado. Lula veio acompanhado do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e dos ministros do Turismo, Luiz Barreto, e das Relações Institucionais, José Múcio. Nas reuniões bilaterais programadas para a quinta-feira, Lula deverá expressar aos lideres do partido comunista a preocupação brasileira com o colapso das negociações da Rodada Doha e o crescente déficit na balança comercial observado nas trocas com os chineses. Lula também deverá ressaltar o interesse do Brasil em diversificar o perfil da pauta de exportações à China, que é muito centrada em matérias primas –principalmente soja e minério de ferro- e carece de produtos com maior valor agregado. No ano passado, a balança comercial fechou com déficit para o lado brasileiro de mais de US$ 1,9 bilhão. As importações ficaram na casa dos US$ 12,6 bilhões e exportações de US$ 10,7 bilhões. Os líderes também deverão discutir estratégias alternativas de liberalização comercial, após o fracasso da Rodada Doha. Após o colapso das negociações em Genebra, na semana passada, o Brasil está considerando reforçar os laços bilaterais com os principais parceiros. A China é atualmente o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos e à frente da Argentina. Se o comércio com os chineses continuar a aumentar na mesma velocidade em que cresceu desde 2003, a expectativa é de que o país asiático superará os norte-americanos e se tornará o parceiro número um antes de 2012. Há quatro semanas, o Brasil deu início a uma campanha comercial chamada "Agenda China", com o objetivo de triplicar as exportações brasileiras à China até 2010 e aumentar visivelmente a participação dos itens industrializados nas trocas. Investimentos e ambiente Lula deverá reforçar ainda o interesse brasileiro em acolher investimento chinês, principalmente nas áreas de energia, logística e mineração. No mês passado a subchefe da casa civil Miriam Belchior esteve em Pequim e apresentou ao Banco de Desenvolvimento da China (BDC) opções de investimento no Brasil. O BDC mostrou interesse em participar da construção e operação do corredor ferroviário bioceânico, que atravessa os territórios do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile conectando os portos de Santos e Paranaguá a Antofagasta no Chile. A ferrovia de 2.469 quilômetros serviria para escoar a produção da América do Sul à Ásia vice-versa. A operação da ferrovia pode ser estratégica à China para a distribuição na América do Sul dos produtos manufaturados trazidos do Oriente pelo oceano Pacífico, bem como à exportação de commodities do continente latino. O presidente também deverá tentar combinar com os chineses uma posição comum em questões de meio-ambiente e convidará a China a participar de um foro sobre biocombustíveis que ocorrerá em São Paulo, além de promover o etanol brasileiro. Campanha Olímpica Como parte da campanha para a candidatura do Rio de Janeiro a sede dos Jogos de 2016, Lula se encontrará com atletas e lideranças do movimento olímpico. Na quinta-feira o presidente almoça na Vila Olímpica com a delegação verde-amarela e com os líderes do Comitê Olímpico Brasileiro e em seguida visita as acomodações dos atletas brasileiros. Pela tarde, Lula conversará com o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, para reforçar o argumento de que os Jogos nunca foram realizados na América do Sul e as outras três cidades finalistas (Madri, Tóquio e Chicago) se situam em países que já hospedaram os Jogos Olímpicos. Na sexta-feira, Lula deve se encontrar com o presidente de Israel, Shimon Peres. De acordo com o Palácio do Planalto, na sexta, aproveitando a ocasião da cerimônia de abertura dos Jogos, Lula fará um "corpo a corpo" com os membros votantes do Comitê Olímpico Internacional, ressaltando as virtudes da cidade maravilhosa. O retorno a Brasília está previsto para a noite de sexta-feira, após a cerimônia de abertura. O vôo de Lula terá escalas em Helsinque e Las Palmas. |
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