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Atualizado às: 04 de agosto, 2008 - 09h37 GMT (06h37 Brasília)
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Brasil vê Havelange como 'carta forte' em campanha para 2016

Lula e Carlos Nuzman promovem Rio 2016 em Brasília (arquivo)
Lula e Carlos Nuzman promovem Rio 2016 em Brasília (arquivo)
A cerimônia de hasteamento da bandeira brasileira, realizada na manhã desta segunda-feira na Vila Olímpica de Pequim, marcou oficialmente a chegada da delegação do Brasil para os Jogos Olímpicos de 2008. Mas serviu também como uma tentativa de promover o Rio de Janeiro na campanha para ser sede da Olimpíada de 2016.

Atletas das equipes brasileiras de basquete feminino, boxe, tiro com arco e canoagem participaram da cerimônia, mas a figura que mais chamou atenção foi a de João Havelange, presidente de honra da Fifa e membro do Comitê Olímpico Internacional desde 1963.

"Ele é uma carta muito forte que o Brasil tem e está motivado com a candidatura do Rio", afirmou o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, também presente na cerimônia. "Se você circular ao lado dele, vai ver que ele é muito querido."

Aos 92 anos de idade, o ex-presidente da Fifa chegou a disputar duas Olimpíadas: em 1936, em Berlim, como nadador, e em 1952, em Helsinque, como jogador de pólo aquático.

"Não sou um trunfo, mas tenho bons amigos e comprometimento para levar o meu país ao lugar de uma potência olímpica", disse Havelange. "Se Deus me permitir, eu gostaria de ver uma Olimpíada no Rio."

Futebol

Havelange elogiou a organização dos Jogos Olímpicos em Pequim e procurou traçar paralelos entre a experiência chinesa como sede de uma Olimpíada e a candidatura do Rio para 2016.

"É um evento para o mundo que o governo chinês está fazendo de forma perfeita em todos os setores", afirmou. "A China, como nós, é um país que tem sofrido muito para alcançar reconhecimento."

Ao comentar a disputa entre seleções e clubes de futebol pela liberação de jogadores para a Olimpíada, Havelange atribuiu o problema à realidade do esporte.

"O futebol tem uma espinha dorsal formada pela Copa do Mundo e pelos clubes", disse o ex-presidente da Fifa. "Você não pode tirar essa espinha dorsal."

"O esporte continua em uma evolução surpreendente, e os clubes procuram tirar a maior vantagem possível, eles investem muito e têm esse direito", acrescentou Havelange.

Lula

Além de Havelange, o esforço do Brasil para promover a candidatura do Rio para a Olimpíada deve ganhar um reforço na quarta-feira, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca em Pequim.

"O presidente Lula estará em Pequim, durante dois dias, tendo contatos com diversas pessoas para mostrar que a candidatura do Rio é forte, é viável e que poderemos fazer uma edição histórica dos Jogos", afirmou o ministro Orlando Silva Júnior.

Na próxima quinta-feira, depois de uma reunião com o presidente chinês Hu Jintao, Lula tem uma visita programada à Vila Olímpica, onde se encontrará com integrantes da delegação brasileira.

No dia seguinte, o presidente participará de um almoço de chefes de Estado e de governo oferecido pelo governo chinês e assistirá à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos.

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