BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 29 de julho, 2008 - 12h39 GMT (09h39 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Doha: Amorim pede que países sigam Brasil e 'assumam riscos'

Celso Amorim
Amorim disse que Brasil assumiu riscos "políticos" por Rodada
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu nesta terça-feira que os demais sócios da Organização Mundial do Comércio (OMC) cessem as trocas de acusações e assumam riscos em nome de um acordo final para a Rodada Doha.

"Toda história tem dois lados e acho que não vale a pena dizer que a culpa é de um ou de outro. Isso não me interessa. O que me interessa é que, em uma situação como esta, é necessário fazer o que nós fizemos: assumir riscos", disse, ao chegar ao prédio da OMC, em Genebra, para o nono dia de negociações.

Segundo o chanceler, o Brasil assimiu riscos, "inclusive políticos", para contribuir com o êxito da Rodada.

"Claro que os mais ricos têm que assumir mais riscos que os outros, mas todos têm que assumir riscos agora. Não haverá tempo para assumi-los depois", argumentou.

"Se isso (a Rodada) termina agora, francamente, não vejo como poderemos retomar dentro de dois ou três meses. Isso seria uma ilusão total", afirmou.

Depois de uma longa noite de discussões, na qual a Rodada esteve a ponto de fracassar, o ministro insistiu em que o processo "continua por um fio".

Uruguai e Paraguai

Amorim defende que o problema "não é apenas de acesso a mercados de países emergentes".

"Há o outro lado também: os interesses ofensivos dos países agrícolas desenvolvidos."

O ministro considera que as exigências de Paraguai e Uruguai, seus sócios no Mercosul, são "legitíssimas", mas insiste em que se trata de um processo multilateral no qual todos precisam ceder um pouco.

Ambos países afirmaram na segunda-feira que não aceitarão um acordo que inclua o chamado mecanismo de salvaguarda, que permite a países em desenvolvimento voltar a subir tarifas frente a um aumento excessivo nas importações.

Para Amorim o centro do problema - e de uma possível solução - é o enfrentamento entre Estados Unidos, de um lado, e China e Índia, do outro.

Se esses países entram em acordo, os demais se inclinariam a flexibilizar suas posições, ele acredita.

O chanceler volta a se reunir nesta terça-feira com os ministros dos outros seis participantes-chave nas negociações (Índia, China, Estados Unidos, União Européia, Japão e Austrália), desta vez para avaliar propostas alternativas elaboradas por um grupo de altos funcionários.

Negociadores na reunião da OMC em GenebraRodada Doha
Polêmica sobre salvaguarda ameaça acordo.
Celso Amorim (foto de arquivo)Rodada Doha
Disputa entre emergentes 'não afeta Brasil no longo prazo'.
A sede da OMC em GenebraPesquisa
Doha 'levaria a corte de até 12% dos empregos industriais'.
O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy. Foto: Getty Images'Momento crítico'
Países precisam ceder para evitar fracasso de Doha, diz OMC.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade