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Atualizado às: 11 de julho, 2008 - 16h57 GMT (13h57 Brasília)
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Líbano fecha formação de gabinete de união
O primeiro-ministro do Líbano, Fuoad Siniora
Governo deve resgatar confiança no sistema político, diz Siniora
Após seis semanas de discussões, líderes políticos do Líbano fecharam nesta sexta-feira a formação de um gabinete de governo de unidade nacional.

De acordo com o acerto, a coalizão política alinhada com países do Ocidente, que controla a maioria do Parlamento, controlará pouco mais da metade dos ministros do gabinete do primeiro-ministro Fuoad Siniora.

Por outro lado, o Hezbollah e seus aliados, que tem o apoio da Síria e do Irã, receberam um número suficiente de cadeiras no parlamento para vetar decisões importantes do governo, o que vinha sendo uma reivindicação desse grupo político.

O presidente libanês Michel Suleiman, tido como uma figura neutra na política libanesa, indicou diretamente ministros para as cruciais pastas da Defesa e do Interior.

Negociações tortuosas

O acordo para a formação do ministério veio após um encontro entre Suleiman e Siniora.

“Este governo tem duas principais tarefas: resgatar a confiança no sistema político libanês… e a assegurar a realização de uma eleição parlamentar transparente”, disse Siniora.

"Nossas diferenças não serão resolvidas do dia para a noite, mas nós decidimos resolvê-las por meio das instituições e do diálogo em vez de resolvê-las nas ruas."

O acordo que previa a formação de um gabinete de unidade nacional foi fechada em maio em uma tentativa de colocar um fim na pior onda de violência sectária a atingir o país desde o fim da guerra civil, em 1990.

Segundo o correspondente da BBC em Beirute Crispin Thorold, as negociações para fechar a composição do gabinete de unidade nacional foram tortuosas e os líderes libaneses sofreram grande pressão da comunidade internacional.

Agora, Thorold acredita que os políticos terão que tomar decisões ainda mais difíceis.

Talvez a mais complicada seja o que fazer quanto às armas do grupo Hezbollah.

O movimento diz que precisa continuar armado para defender o Líbano de Israel, mas outros no Líbano acreditam que, com o tempo, a milícia precisa ser incorporada ao Exército Nacional.

Pôster do general SuleimanLíbano
Para analistas, acordo não é solução de longo prazo.
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