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Atualizado às: 10 de julho, 2008 - 02h12 GMT (23h12 Brasília)
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Chávez diz que Betancourt pediu sua ajuda em negociação com Farc

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez
Chávez diz ter conversado com Betancourt nesta quarta-feira
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quarta-feira que Ingrid Betancourt, ex-refém do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), pediu sua ajuda para impulsionar as negociações entre a guerrilha e o governo colombiano para alcançar um acordo de paz e libertar os reféns ainda em cativeiro.

Chávez disse que conversou com Betancourt por telefone, nesta quarta-feira. "Betancourt me pediu que continuassemos lutando, agora em coordenação com ela", afirmou o presidente, durante um ato de graduação de militares venezuelanos.

Betancourt, ex-candidata presidencial que esteve seis anos em cativeiro, foi resgatada na semana passada em uma operação do Exército da Colômbia que libertou outros 14 reféns das Farc.

Horas depois de ser libertada, Betancourt fez um chamado público a Chávez e ao presidente do Equador, Rafael Correa, para que utilizassem sua influência junto ao Secretariado das Farc para "empurrar" o grupo para a via democrática.

"Vai ser um grande apoio, uma mulher inteligente e valente. Contamos com ela para continuar, para não só alcançar a libertação de todas as pessoas privadas de sua liberdade (...) mas, além do acordo humanitário, conquistar uma mesa de diálogo para a paz", afirmou Chávez.

Crise diplomática

A participação de Chávez como mediador de um acordo humanitário entre as Farc e o governo colombiano foi o pivô de uma crise diplomática entre a Colômbia e a Venezuela, iniciada em dezembro passado. Na época, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, decidiu encerrar a mediação de Chávez no acordo que previa a libertação de reféns em troca de guerrilheiros presos.

Apesar da crise, o presidente venezuelano participou da operação de resgate de seis reféns que as Farc decidiram libertar de maneira unilateral, no início deste ano.

A crise, porém, se agravou em 1º de março, quando o Exército colombiano invadiu o Equador e bombardeou um acampamento das Farc, matando Raúl Reyes, número dois da guerrilha.

Na ocasião, Chávez condenou a invasão colombiana e chegou a romper relações com o país vizinho.

Visita de Uribe

Nesta sexta-feira, Uribe viaja à Venezuela para se reunir com Chávez, que na semana passada disse que o receberia como um "irmão".

A expectativa é de que os presidentes discutam o restalecimento do fluxo comercial entre ambos os países, afetado pela crise, e que dêem por terminado o mal-estar diplomático.

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, disse que a visita de Uribe representa "o restabelecimento de um diálogo construtivo e respeitoso, que coloque de lado as diferenças e, sobretudo, que marque os pontos onde podemos trabalhar juntos".

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