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Fidel pede às Farc que libertem reféns na Colômbia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder cubano Fidel Castro pediu neste domingo que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertem unilateralmente os reféns em seu poder, mas que não deponham as armas. "Critiquei com energia e franqueza os métodos objetivamente cruéis do sequestro e da retenção de prisioneiros nas condições da selva", afirmou Castro em um texto publicado neste domingo na página eletrônica Cubadebate e reproduzido na versão online do jornal cubano Granma. O líder cubano, que na quinta-feira disse que "nenhum ideal revolucionário" justificava as práticas de seqüestro, argumentou o fato de não pedir à guerrilha que deponha as armas. "Não estou sugerindo a ninguém que deponha as armas, nos últimos 50 anos os que o fizeram não sobreviveram à paz", afirmou. Fidel Castro pediu à guerrilha que "simplesmente declarem por qualquer vía à Cruz Vermelha Internacional a diposição de colocar em liberdade aos sequestrados e prisioneiros que ainda estejam em seu poder sem condição alguma". Castro disse que uma conduta diferente à libertação dos sequestrados "serviria somente para premiar a deslealdade e a traição". O ex-chefe de Estado cubano disse não compartilhar dos ideais do líder fundador da guerrilha Manuel Marulanda, ao afirmar nunca ter tido a oportunidade de conversar com o guerrilheiro, morto em março deste ano. "De notável inteligência natural e dotes de dirigente (Marulanda) concebia uma longa e prolongada luta, um ponto de vista que eu não compartilhava", disse Castro. Estados Unidos Castro, de 81 anos, criticou a intervenção dos Estados Unidos na operação militar que resultou no resgate dos 15 sequestrados, ao fazer referência às declarações do embaixador dos EUA em Bogotá, William Browfield, nas que admite a participação de seu governo na ação. "Expressei com clareza nossa posição a favor da paz na Colômbia, mas não estamos a favor da intervenção militar estrangeira, nem com a política de força que os EUA pretende impor à todo custo e a qualquer preço a este sofrido e trabalhador povo", disse Castro. Horas depois do resgate de Betancourt, o embaixador estadunidense declarou que a operação havia sido coordenada com a Casa Branca e que havia contado com a ajuda de aviões de espionagem norte-americanos para a localização dos reféns. "Foi o resultado de anos de intensa cooperação militar entre os exércitos da Colômbia e Estados Unidos (...) conseguimos compenetrar-nos de uma maneira que poucas vezes conseguimos nos EUA, exceto com os nossos velhos aliados, principalmente da OTAN", afirmou Browsfield. O governo da Colômbia, porém, afirma que a operação militar, que teria contado com um minucioso serviço de inteligência havia sido realizada em sua totalidade por agentes colombianos. A cooperação dos EUA com a Colômbia, que supera os US$ 4 bilhões em ajuda militar, foi iniciada em 2000 com a aplicação do Plano Colômbia, programa de combate às guerrilhas e o narcotráfico. |
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