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Atualizado às: 30 de junho, 2008 - 23h02 GMT (20h02 Brasília)
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Em reunião, Cristina deve pedir energia mais barata ao Brasil

Cristina Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva (foto de arquivo)
Cristina e Lula participam de encontro de líderes do Mercosul
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, pretende pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na reunião bilateral que terão nesta terça-feira, a redução nos preços e a ampliação da quantidade de energia enviada pelo Brasil ao mercado argentino.

Cristina Kirchner deve pedir ainda que o Brasil diversifique as fontes de energia, o que em tese poderia tornar o envio mais barato.

Nos últimos dias, assessores do Ministério do Planejamento da Argentina informaram o governo brasileiro que a presidente queria discutir o assunto com Lula, o que foi confirmado à BBC Brasil por negociadores do Brasil.

A reunião entre os dois presidentes será realizada em San Miguel de Tucumán, antes do encontro dos líderes do Mercosul e países convidados – Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela e ainda Bolívia, Chile e Equador.

Socorro

O Brasil socorreu a Argentina em diferentes ocasiões no inverno do ano passado e em maio deste ano o país se comprometeu a enviar energia ao país vizinho até agosto, durante o período de baixas temperaturas e maior consumo.

Em maio, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou que o acordo então assinado entre os presidentes Lula e Cristina previa fornecimento inicial de 800 MW (megawatts) podendo chegar a 1.500 MW.

Lobão afirmou ainda, naquela época, que a Argentina se comprometia em pagar metade da energia fornecida e devolver o restante – sem data marcada. Os preços não foram revelados naquela ocasião. Mas, segundo especialistas, a Argentina estaria pagando preço de mercado.

Agora o governo Kirchner estaria tentando aumentar a quantidade de energia que pode ser enviada e reduzir o preço.

O país enfrenta escassez energética e determinou cortes neste inverno, segundo a imprensa argentina, para as empresas que estão na lista das que podem ter o fornecimento interrompido sem provocar problemas no seu ritmo de produção.

A Argentina depende ainda do gás boliviano, e Cristina deve aproveitar o encontro do Mercosul também para discutir o assunto com o presidente da Bolívia, Evo Morales.

Inflação

Além de energia, outro assunto que poderá ser tratado entre Cristina e Lula será a alta dos preços – principalmente, dos alimentos.

Os dois países têm enfrentado aumentos, embora no caso da Argentina a alta seja maior.

A inflação foi um dos assuntos que dominaram a primeira etapa da reunião do Mercosul entre ministros e outras autoridades da área econômica da região.

Todos eles, segundo negociadores presentes, declararam "preocupação" com a alta mundial de preços, principalmente de alimentos.

O governo argentino vive um momento delicado desde que o setor rural entrou em greve contra o aumento de impostos às exportações de grãos, anunciado em março. O assunto está em debate no Congresso Nacional.

Cristina pretende, segundo a imprensa argentina, pedir apoio dos presidentes do Mercosul a esta medida, alegando que sua prioridade é a mesa dos argentinos e tentar reduzir o impacto dos preços internacionais.

No entanto, nos bastidores da reunião de cúpula, negociadores brasileiros, uruguaios e paraguaios mostram pouca simpatia pela medida, que representaria uma barreira dentro do próprio bloco.

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