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Zimbábue: Oposição faz alerta final a Mugabe | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder da oposição no Zimbábue, Morgan Tsvangirai, fez um alerta "final" ao presidente do país, Robert Mugabe, antes das eleições presidenciais de sexta-feira. "As negociações estarão acabadas se Mugabe se declarar vencedor e se considerar o presidente. Como é que nós podemos negociar?", disse Tsvangirai em entrevista ao jornal britânico The Times. Mugabe havia dito que poderia estar disposto a conversações depois do pleito que, o governo insiste, vai ser realizado, apesar da retirada do Movimento para Mudança Democrática (MDC), disse o Times. Fazendo uma mensagem direta a Mugabe, Tsvangirai disse: "Você se recusou a falar comigo na época, como pode falar comigo agora? Eu fiz esta oferta, eu dei esta abertura, eu lhe disse que negociaria antes das eleições e não depois, porque não é sobre eleições, é sobre transição". Mandela A pressão internacional para uma saída para a crise no Zimbábue vem aumentando. Na quarta-feira, o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela condenou nesta quarta-feira a violência política e o que chamou de "trágico fracasso de liderança" no Zimbábue. "Nós assistimos com tristeza à prolongada tragédia em Darfur (no Sudão). Mais perto de casa, nós vimos a explosão de violência contra irmãos africanos em nosso próprio país e o trágico fracasso de liderança em nosso vizinho Zimbábue", disse Mandela em Londres, em um jantar em comemoração aos seus 90 anos. Esta foi a primeira vez que o líder sul-africano falou sobre a crise no Zimbábue. Segundo o correspondente da BBC, James Robbins, Mandela havia mantido silêncio até agora para não prejudicar os esforços do presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, como mediador da crise no Zimbábue. A atuação de Mbeki foi criticada por seu seu fracasso em resolver a crise. Também na quarta-feira, em uma reunião de emergência, representantes da Suazilândia, da Tanzânia e de Angola, países que integram a Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África (SADC, na sigla em inglês), pediram que o governo do Zimbábue adie o segundo turno das eleições presidenciais. Crise A crise no país africano se agravou no último domingo, quando o líder da oposição e candidato à Presidência pelo Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês), Morgan Tsvangirai, retirou sua candidatura no segundo turno e buscou refúgio na embaixada da Holanda em Harare, capital do Zimbábue. Tsvangirai foi o mais votado no primeiro turno das eleições, em março, com cerca de 48%, enquanto o presidente Robert Mugabe obteve cerca de 43%. O número de votos, porém, não foi suficiente para que ele vencesse no primeiro turno. O MDC afirma que 86 de seus partidários foram mortos e 200 mil pessoas expulsas de suas casas devido a uma suposta campanha de perseguição praticada por aliados do presidente Mugabe. Na quarta-feira, Tsvangirai pediu a intervenção de líderes africanos para a superar a crise política. Na segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU já havia condenado por unanimidade a intimidação contra a oposição do Zimbábue e dito que a violência torna "impossível" uma votação livre e justa no segundo turno da eleição presidencial. Os Estados Unidos também afirmaram que não vão reconhecer os resultados da votação. |
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