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Atualizado às: 25 de junho, 2008 - 19h05 GMT (16h05 Brasília)
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Países africanos pedem adiamento do 2º turno no Zimbábue
O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe
Robert Mugabe disse que 2º turno irá ocorrer como o previsto
Representantes de países da região sul da África, em uma reunião de emergência na Suazilândia, fizeram nesta quarta-feira uma declaração pedindo que o governo do Zimbábue adie o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para esta sexta-feira.

Na reunião, os representantes de Suazilândia, Tanzânia e Angola, que pertencem à Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África (SADC, na sigla em inglês), afirmaram que as condições atuais no país – onde a oposição acusa simpatizantes do governo de realizar uma violenta campanha de intimidação - não permitiriam a realização de eleições livres e justas.

Os três países da SADC, responsáveis por supervisionar a segurança nos 15 países do bloco, também disseram que o governo e a oposição do Zimbábue deveriam iniciar um diálogo e alcançar um acordo.

Antes do anúncio dos líderes dos governos do SADC, o líder da oposição do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, pediu aos líderes africanos para que interviessem no país para ajudar a superar sua atual crise política.

Tsvangirai, que retirou sua candidatura do segundo turno das eleições presidenciais, também defendeu um acordo político "negociado" para resolver a crise e iniciar o que qualificou de processo de "cura" do país.

"Chegou a hora de agir para resolver a crise política e humanitária do Zimbábue", disse ele, falando em uma breve saída da embaixada holandesa, onde buscou refúgio devido a supostas ameaças.

"Eu peço à União Africana e à Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África que liderem uma grande iniciativa com o apoio das Nações Unidas para administrar o que eu chamo de processo de transição."

Violência

O opositor ao presidente Robert Mugabe pediu a interrupção imediata da violência que se espalhou pelo país, o envio de assistência humanitária, a posse de todos os parlamentares eleitos no dia 29 de março e a libertação de todos os prisioneiros políticos, incluindo o vice-líder do partido Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês), Tendai Biti.

Tendai Biti foi preso acusado de traição.

Tsvangirai disse que suas propostas serão melhor detalhadas no decorrer da negociação.

O MDC afirma que 86 de seus partidários foram mortos e 200 mil pessoas expulsas de suas casas devido a uma suposta campanha de perseguição praticada por aliados do presidente Mugabe.

Apesar dos apelos da comunidade internacional e das Nações Unidas para suspender o segundo turno, Robert Mugabe disse que as eleições serão realizadas na sexta-feira como planejado.

O presidente ainda afirmou que Tsvangirai abandonou a disputa pela presidência porque ficou com medo da derrota ao ver o "furacão político" vindo em sua direção.

Robert Mugabe (arquivo)Zimbábue
África enfrenta dilema com saída da oposição do pleito.
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