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China reforça segurança para passagem de tocha olímpica | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O forte esquema de segurança montado pela China conseguiu evitar distúrbios durante a passagem da tocha olímpica por Urumqi, capital da província de Xinjiang, habitada pela minoria étnica separatista Uigur. Xinjiang fica no noroeste do país e faz fronteira com Afeganistão, Rússia e seis outros países. A região possui uma vasta comunidade muçulmana uigur - cerca de 8 milhões de pessoas na região pertencem a esta minoria étnica. O governo sugeriu que militantes islâmicos separatistas poderiam tentar prejudicar a passagem da tocha, que vai levar três dias para atravessar a província. De acordo com o correspondente da BBC James Reynolds, autoridades chinesas pediram que as pessoas acompanhassem o evento pela TV. “Pessoas comuns que moram e trabalham perto de onde a tocha passou foram instruídas a ficar em casa, longe das janelas. Do alto de alguns prédios, apenas algumas pessoas ousavam assistir”, disse o correspondente. Ligações terroristas A polícia fez blitz em vários pontos da cidade e instalou postos de controle. Quem compareceu à praça do Povo, centro da cerimônia, foi revistado por detectores de metais. Segundo Reynolds, a passagem da tocha pela capital terminou sem distúrbios, mas ainda não se sabe que recepção ela terá nos próximos dois dias. É tensa a relação entre o governo chinês e a minoria étnica muçulmana Uigur. Os muçulmanos reclamam do grande fluxo de chineses da etnia Han para a região, rica em recursos naturais. O governo acusa os separatistas de terem ligação com a rede extremista Al-Qaeda e afirma ter desmantelado dois planos de sabotagem da passagem da tocha pela província. Grupos em defesa dos direitos humanos afirmam, no entanto, que as autoridades chinesas alegam ligações terroristas como forma de abafar o movimento separatista. Depois de passar por Xinjiang, a tocha segue para o Tibete, outra província separatista que foi palco de confrontos sangrentos em abril. |
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