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Interpol alerta China para ameaça de ataques nos Jogos de Pequim | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da Interpol, a agência policial internacional, Ronald Noble, disse nesta sexta-feira em Pequim que existe uma "possibilidade real" de um ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos em agosto. Noble afirmou que todos precisam estar preparados "para a possibilidade de a Al-Qaeda ou outro grupo terrorista tentarem lançar um ataque terrorista contra estes Jogos Olímpicos". Para Noble, a ameaça existe devido à própria "natureza dos Jogos". "A China vai abrir suas portas a centenas de milhares de visitantes estrangeiros e jornalistas. Isto pode dar uma cobertura fácil para terroristas e também garante que qualquer ataque durante as Olimpíadas tenha um impacto global imediato", disse. O secretário-geral da Interpol afirmou que uma equipe da organização vai treinar policiais chineses para o gerenciamento de crises e operações em grandes eventos, antes dos jogos. "Uma equipe da Interpol de Apoio a Grandes Eventos vai chegar a Pequim antes do início dos jogos para treinar os policiais chineses (...). Os conhecimentos da equipe foram acumulados em mais de 20 missões na maioria dos grandes eventos esportivos internacionais desde a primeira missão em 2004", disse. Ameaça "Baseado em informações da imprensa chinesa sobre ataques que foram evitados, inclusive uma tentativa de derrubar um avião que estava indo para Pequim, parece claro que a ameaça aumentou", afirmou. Noble também afirmou que os manifestantes pró-Tibete que interromperam, em várias cidades do mundo, a passagem da tocha olímpica também podem complicar a situação de segurança nos Jogos Olímpicos. "Quando ataques frustrados são combinados com os recentes protestos violentos testemunhados no mundo todo, reconhecemos a possibilidade real de que grupos e indivíduos possam fazer seus protestos durante os jogos." "Estas atividades podem ir de causar desordem, como o bloqueio de importantes rotas de transporte ou interferência nas competições, a atos mais violentos como ataques a autoridades olímpicas ou atletas, ou destruição de propriedade", afirmou. Falando na última conferência sobre os preparativos para a segurança para os Jogos Olímpicos de agosto, Ronald Noble afirmou que a Interpol e seus 186 países-membros continuam comprometidos a ajudar as autoridades chinesas. |
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