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Argentinos realizam novo panelaço em Buenos Aires | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Centenas de argentinos saíram às ruas de Buenos Aires, capital da Argentina, neste sábado, realizando panelaços e buzinaços em apoio ao setor rural e contra medidas do governo da presidente Cristina Kirchner. Com bandeiras e panelas na mão, famílias inteiras gritavam: "Argentina, Argentina". Um cartaz dizia: "Cristina, basta de ódio; queremos paz". A manifestação foi realizada, principalmente, no bairro da Recoleta, de classe média alta, e em outros pontos da cidade, como Palermo e Barrio Norte. Mais cedo, a polícia do interior (chamada de Gendarmeria) atendeu à orientação do governo e retirou manifestantes do setor rural de uma estrada federal, a rodovia 14, na província de Entre Rios, uma das mais resistentes ao aumento de impostos às exportações de grãos, determinada em março pela administração central. Prisões Com escudos e cacetetes, os soldados retiraram os fazendeiros da estrada. Os manifestantes tinham o apoio de caminhoneiros. Algumas pessoas foram presas, entre elas o líder dos ruralitas Alfredo de Angelis, presidente da Federação Agrária de Gualeyguachú. A organização reúne fazendeiros que anunciaram que "não estão dispostos" a "desistir do protesto" enquanto o governo "não desistir" do aumento impositivo. Desde o anúncio do aumento, no início de março, fazendeiros de diferentes classes sociais realizaram protestos que incluíram bloqueios de estradas durante 21 dias, desabastecimento e a suspensão da comercialização de seus produtos. A crise levou à saída, em abril, do ministro da Economia, Martín Lousteau. Caminhoneiros Apesar do anúncio do fim dos protestos dos ruralistas no domingo, dia 8, a situação voltou a se agravar nesta semana com a paralisação de mais de 150 mil caminhoneiros no país. Eles bloquearam o trânsito nas principais estradas argentinas, alegando que estão sem trabalho porque os fazendeiros ainda se negam a carregar e vender seus grãos. Na sexta-feira, o secretário de Transportes, Ricardo Jaime, anunciou o fim do protesto dos caminhoneiros, mas neste sábado várias estradas continuam interrompidas, segundo a imprensa argentina, já que nem todas as entidades do setor aderiram ao fim da manifestação. Segundo o ministro da Justiça, Aníbal Fernández, os policiais têm ordem judicial para liberar o trânsisto, mas "sem armas". 'Insegurança Pública' Na sexta-feira à noite, outro panelaço tinha sido realizado em frente à residência presidencial de Olivos, a cerca de quarenta minutos do centro de Buenos Aires. Na ocasião, a manifestação foi contra o aumento da insegurança pública. Nas últimas horas, de acordo com a imprensa argentina, 150 padarias fecharam as portas na capital do país porque não têm farinha para fazer pão - os caminhões carregados estão no meio dos protestos. Além disso, quatro milhões de litros de leite estão sendo jogados fora diariamente, também pela mesma razão. Segundo diferentes analistas econômicos, o quadro pode afetar o ritmo de expansão da economia argentina. |
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