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Atualizado às: 10 de junho, 2008 - 18h40 GMT (15h40 Brasília)
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Países em desenvolvimento receberam US$ 1 tri de fundos privados, diz Banco Mundial

Bolsa de ações
Países emergentes atraíram mais recursos de fundos privados
Mais de US$ 1 trilhão de fundos privados foram investidos em países em desenvolvimento em 2007, o que representou um aumento de US$ 174 bilhões em relação ao investido cinco anos atrás, de acordo com um relatório divulgado pelo Banco Mundial.

Segundo a organização, houve um forte aumento do investimento estrangeiro no mercado de ações e de empréstimos bancários nesses países.

Países relativamente mais prósperos, como Brasil e China, recebem a maior parte do investimento desses fundos privados, enquanto que alguns países mais pobres da África recebem pouco desse dinheiro.

No momento, os fundos estão fluindo para países em desenvolvimento – especialmente grandes mercados emergentes como China e Índia – porque eles ainda estão em crescimento, mesmo com a redução do ritmo econômico dos Estados Unidos e da Europa.

No entanto, o Banco Mundial alerta que, com o começo de uma crise de crédito no mundo todo, reflexo dos problemas no mercado de hipotecas nos Estados Unidos, o fluxo de dinheiro para os emergentes está começando a diminuir.

Inflação

O relatório do Banco Mundial examina a quantidade de dinheiro que está entrando em todos os países em desenvolvimento a partir dos principais centros financeiros mundiais.

 O crescimento forte no mundo em desenvolvimento está certamente ajudando como contrapeso à forte redução de ritmo (econômico) nos Estados Unidos.
Uri Dadush, diretor do Departamento de Comércio Internacional do Banco Mundial

"O crescimento forte no mundo em desenvolvimento está certamente ajudando como contrapeso à forte redução de ritmo (econômico) nos Estados Unidos", diz Uri Dadush, diretor do Departamento de Comércio Internacional do Banco Mundial.

"Mas ao mesmo tempo, as pressões crescentes de inflação global – especialmente o aumento do preço dos alimentos e da energia – estão atingindo grandes parcelas dos pobres em todo o mundo."

Essas pressões inflacionárias crescentes estão levando bancos centrais de todo o mundo, tanto em países ricos como pobres, a elevarem as taxas de juros ou a pelo menos sinalizarem um aumento dos juros para conter a inflação.

As taxas de juros poderiam, por sua vez, diminuir ainda mais o ritmo do crescimento econômico mundial.

O Banco Mundial já prevê que o crescimento global vai diminuir de 3,7% em 2007 para 2,7% em 2008.

Por sua vez, a previsão é de que o fluxo global de capitais para países em desenvolvimento caia em US$ 200 bilhões em 2009.

Regulação dos mercados

O relatório alerta que países com necessidades financeiras pesadas (para o pagamento de dívidas, por exemplo) estão potencialmente mais vulneráveis à crise de crédito, "especialmente onde fluxos de dívidas privadas no setor bancário contribuíram para a rápida expansão do crédito doméstico, aumentando as pressões inflacionárias".

Apesar de não citar os países especificamente, o relatório se refere a alguns países menores do leste da Europa, da América Latina (como a Argentina) e de partes da África Subsaariana e do Caribe.

O Banco Mundial também aponta o risco para países em desenvolvimento que não tiverem forte regulação nos seus mercados financeiros.

"O forte efeito de choques dos mercados dos Estados Unidos e da Europa em mercados financeiros de determinados países em desenvolvimento mostra a necessidade de mais e melhores regulamentações financeiras, provisão de liquidez e administração macroeconômica."

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) está tentando fazer como que grandes economias emergentes – como China, Índia e Brasil – adotem voluntariamente um código de conduta que rege os investimentos em países ricos.

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