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Zimbábue suspende ajuda humanitária de ongs | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Zimbábue suspendeu por tempo indefinido todo o trabalho de campo de grupos de ajuda humanitária e organizações não governamentais, acusando-as de fazer campanha para a oposição. O ministro do Bem-Estar Social Nicholas Goche acusou várias organizações de “quebrar os termos e condições de seu registro” em um comunicado por escrito enviado aos grupos. Mais cedo, a polícia deteve um grupo de diplomatas americanos e britânicos por várias horas quando eles investigavam a violência policial no Zimbábue, disse o embaixador americano James McGee. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha exigiram explicações sobre a medida “injusta e ultrajante”. O ministro da Informação do Zimbábue, Sikhanyiso Ndlovu acusou McGee e o Alto Comissário britânico de trabalhar com a oposição para incitar a população e afirmou que eles correm o risco de ser expulsos do país. Ele disse ainda que a polícia tem todo o direito de interrogar os diplomatas. Proibição A suspensão de todo o trabalho de campo de organizações voluntárias privadas e ongs foi determinada quase uma semana depois de o presidente Robert Mugabe ter proibido a permanência de algumas agências de ajuda no país. A Care Internacional, organização baseada na Grã-Bretanha, foi proibida de trabalhar depois de ter sido acusada de fazer campanha pelo opositor Movimento pela Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês) antes do segundo turno das eleições presidenciais do dia 27 de junho. A Care nega veementemente a acusação. Outras agências disseram ter sido obrigadas a diminuir seu trabalho, em particular em redutos da oposição. Alguns trabalhadores das agências de ajuda humanitária acreditam que o governo teme que eles possam testemunhar intimidação de simpatizantes da oposição, informou a correspondente da BBC em Joanesburgo Caroline Hawley. O vice-ministro da Informação Bright Matonga disse à BBC que que várias organizações de ajuda têm feito campanha para a oposição e distribuído alimentos apenas para os simpatizantes da oposição. Em um país onde milhões de pessoas dependem de ajuda alimentar, a decisão do governo pode ter sérias conseqüências. Eleições Mais cedo, o líder do MDC, Morgan Tsvangirai retomou a campanha eleitoral para a presidência, depois de ter sido preso por oito horas e liberado sem qualquer acusação formal. Tsvangirai foi detido pela polícia depois de ter feito um comício, sob pretexto de violar as leis de ordem pública. O governo da África do Sul informou que a libertação se deu graças a um apelo do presidente Thabo Mbeki, que telefonou para o governo do Zimbábue. Segundo o correspondente da BBC, a prisão faz parte de uma crescente campanha de violência do Estado antes do segundo turno eleitoral. O MDC afirma que pelo menos 65 de seus correligionários foram mortos desde o primeiro turno das eleições em Março, quando Tsvangirai obteve a maioria dos votos. A secretária americana assistente para Assuntos Africanos, Jendayi Frazer, disse à BBC que “o Zimbábue ainda não tem condições de realizar eleições livres ou justas” “Temos que dar um passo atrás e parar a ficção de que, de alguma maneira, estamos preparados para um segundo turno, a não ser que haja algum tipo de ação agressiva tomada não apenas pelo governo da África do Sul, mas também pela Sadc (Comunidade para o Desenvolvimento do Sul da África, na sigla em inglês) como um todo”, disse ela. |
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