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Zimbábue realiza eleição em meio a temor de fraude | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Centenas de pessoas formaram filas de horas em várias secções eleitorais no Zimbábue, que realiza neste sábado um pleito considerado o maior desafio para o presidente do país, Robert Mugabe, desde que ele chegou ao poder, após a independência da Grã-Bretanha, em 1980. Cerca de 5,9 milhões de pessoas estão cadastradas para votar nas eleições gerais. Mugabe, do partido Zanu-PF, concorre a um sexto mandato e tem como principais adversários nas urnas o ex-ministro da Fazenda de seu governo, Simba Makoni, que se lança como independente, e Morgan Tsvangirai, do Movimento para Mudança Democrática (MDC, em inglês). A oposição disse que teme que a votação seja fraudada pelo presidente Mugabe. O governo insiste que as eleições serão livres e justas e que o resultado será aceito. Na quinta-feira, Tsvangirai e Makoni expressaram conjuntamente preocupação com o pleito, afirmando que ainda não haviam recebido uma lista nacional completa de eleitores que pudesse ser verificada e suspeitavam que poderia haver milhares de "eleitores fantasmas". Cédulas separadas Na capital, Harare, está levando vários minutos para que cada pessoa vote pois devem ser preenchidas quatro cédulas separadas para os diversos níveis da eleição. O Exército e a polícia estão em estado de alerta em meio a temores de violência. A atmosfera nas secções eleitorais é considerada pacífica mas, na madrugada, uma candidata do partido do governo (Zanu-PF) ao Parlamento, Mary Nsingo, ficou ferida quando uma bomba caseira foi atirada para dentro de sua casa em Bulawayo, a segunda maior cidade do país. O correspondente da BBC em Johannesburgo, Peter Biles, disse que Mugabe e seu partido, Zanu-PF, vão contar com o apoio de eleitores da zona rural, enquanto o MDC tem maior adesão nos centros urbanos. As urnas devem fechar às 19h00 (14h00, hora de Brasília) e os resultados preliminares podem ser divulgados na segunda-feira. Um candidato precisa de mais de 50% dos votos para evitar uma segunda votação que, se necessária, será realizada em três semanas. Maior inflação Muitos eleitores fora à pé para as secções eleitorais. A escassez de combustível e a dificuldade de encontrar transporte são indícios do estado precário da economia do país. O Zimbábue tem hoje o índice de inflação mais alto do mundo - mais de 100 mil por cento - e estima-se que só um em cada cinco adultos tenha um emprego regular. Mugabe culpa um suposto complô de países do Ocidente pelos problemas econômicos. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Análise: Eleição no Zimbábue tem participação inédita da oposição28 março, 2008 | BBC Report ONG acusa governo do Zimbábue de violar processo eleitoral19 março, 2008 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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