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Tsvangirai vai participar de 2º turno no Zimbábue | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder da oposição no Zimbábue, Morgan Tsvangirai, disse que vai participar do segundo turno das eleições presidenciais no país, apesar de temores de novos atos de violência durante a votação. Tsvangirai disse na África do Sul que as pessoas se sentiriam "traídas" se ele não participasse do segundo turno e prometeu voltar ao Zimbábue em breve. O rival do presidente Robert Mugabe também pediu o fim da violência no país, além de acesso total para monitores e a mídia internacionais. Os resultados oficiais do primeiro turno colocam Tsvangirai à frente de Mugabe, mas não com votos suficientes para evitar um segundo turno. Tsvangirai vinha insistindo que ele conseguiu garantir mais de 50% dos votos e que não havia necessidade de um segundo turno. Sem surpresas Neste sábado, ele disse a repórteres que o Movimento para Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês) teve de tomar uma decisão "muito difícil", mas que após consultar seus partidários no Zimbábue, ele decidiu participar do segundo turno. "Estou pronto e as pessoas estão prontas para a rodada final", afirmou. O correspondente da BBC em Johannesburgo, Peter Greste, disse que o anúncio não foi uma grande surpresa, já que o boicote significaria conceder vitória a Robert Mugabe automaticamente. Segundo Greste, Tsvangirai precisa voltar logo ao país, pois enquanto ele permanecer fora do Zimbábue será difícil manter o apoio para vencer o segundo turno. O líder do MDC disse que deve retornar ao país nos próximos dois dias. Violência A comissão eleitoral do Zimbábue ainda não definiu a data para o segundo turno. Tsvangirai disse que deveria ser no dia 23 de maio, nas três semanas após a declaração dos resultados do primeiro turno. De acordo com os resultados, o oposicionista obteve 47,9% dos votos, enquanto que Mugabe ficou com 43,2%. O MDC afirma que o atraso na divulgação dos resultados deu tempo para as autoridades alterarem a contagem dos votos e realizarem ataques a seus partidários antes de um segundo turno. Um líder sindical disse na quinta-feira que 40 mil trabalhadores rurais e seus parentes tiveram de fugir de suas casas por causa de ataques violentos. O MDC diz que pelo menos 25 de seus partidários foram mortos desde o primeiro turno e centenas foram obrigados a abandonar suas casas nas áreas rurais. Porém, a polícia e autoridades do partido Zanu-PF, de Mugabe, acusaram o MDC de inventar os ataques e de exagerar a escala da violência. Mugabe ocupa o cargo de presidente do Zimbábue desde a independência do país, em 1980. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Oposição mantém indecisão sobre 2º turno no Zimbábue03 maio, 2008 | BBC Report Zimbábue confirma oposição na frente, mas quer 2º turno02 maio, 2008 | BBC Report Zimbábue diz estar perto de divulgar resultado eleitoral26 abril, 2008 | BBC Report Polícia do Zimbábue invade escritório da oposição25 abril, 2008 | BBC Report Jornal estatal pede governo de união liderado por Mugabe 23 abril, 2008 | BBC Report Annan cobra ação de líderes africanos no Zimbábue19 abril, 2008 | BBC Report Mugabe critica domínio britânico e oposição no Zimbábue18 abril, 2008 | BBC Report Oposição no Zimbábue diz que 50 ativistas foram presos16 abril, 2008 | BBC Report | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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