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Caminhoneiros protestam contra ruralistas na Argentina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Caminhoneiros de diferentes províncias da Argentina fizeram um protesto na quarta-feira em repúdio contra os protestos dos ruralistas que, há vários dias, impedem a circulação dos veículos que transportam grãos para exportação. Os caminhoneiros bloquearam o trânsito nas províncias de Buenos Aires, Córdoba, Santa Fé e Entre Rios – as principais produtoras de agropecuária do país. "Vamos manter este protesto até que o governo e os ruralistas se entendam e nós possamos voltar a trabalhar”, disse Daniel Vilanova, secretário da Federação dos Transportadores de Santa Fé. “Os ruralistas estão parados há 85 dias e por isso estamos sem trabalhar e sem receber há pelo menos 75", disse ele. Nesta quinta-feira, os produtores rurais completam 86 dias de greve – com períodos curtos de trégua – em repúdio ao aumento de impostos às exportações de grãos, principalmente de soja. Eles impedem que os caminhões transportando os grãos continuem circulando e, desde quarta-feira, os caminhoneiros começaram a bloquear a passagem dos veículos carregados de carne e de leite, além de combustíveis. Desabastecimento O vice-presidente da Federação Agrária da Argentina, Ulises Forte, disse que a reclamação dos caminhoneiros é “justa”, mas avisou: "Saibam que se houver desabastecimento, a culpa não será nossa. Nós, produtores rurais, também queremos o diálogo (com o governo)", disse Forte. Programas de televisão e jornais da Argentina já começam a manifestar a preocupação com o desabastecimentos dos produtos. "Desse jeito haverá desabastecimento", disse Marcelo Bonelli, do programa de TV "A dos Voces"" ("A duas vozes"), transmitido na noite de quarta-feira. O aumento do imposto sobre as exportações de grãos foi determinado pelo governo da presidente Cristina Kirchner, em março, para impedir a alta dos preços no mercado interno. O ministro do Interior, Francisco Randazzo, disse que com o protesto, os caminhoneiros estão dizendo "basta" a uma situação gerada pelos ruralistas. Essa é a pior crise vivida no governo de Cristina, que assumiu o poder no dia 10 de dezembro do ano passado. O aumento dos impostos às exportações agrárias provocou a saída do então ministro da Economia, Martin Lousteau, e, após três reuniões, governo e líderes ruralistas não conseguem chegar a um entendimento. O governo ofereceu uma redução dos impostos no mercado futuro, mas a proposta foi considerada insuficiente pelo setor ruralista, incluindo a Bolsa de Cereais - que compreende as companhias agropecuárias de peso. |
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