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Argentina tem novo panelaço contra política agrícola de Cristina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os argentinos realizaram, na noite deste domingo, um novo panelaço e buzinaço contra as medidas do governo da presidente Cristina Fernández de Kirchner para o setor agropecuário. O protesto ocorreu em bairros como Recoleta e Palermo, de classes alta e média, em Buenos Aires, capital do país, e ainda na cidade de Gualeguaychú, na província de Entre Ríos. Durante quase meia-hora eles bateram panelas, pratos e garrafas de plástico vazias e ainda ergueram bandeiras. Em Gualeguaychú, como em outros pontos da Argentina, não se permite a passagem de caminhões com grãos destinados às exportações – medida anunciada na quinta-feira passada pelos líderes de organizações agropecuárias, dentro de um novo estilo de protesto e que deverá durar até a próxima quinta-feira, dia 15 de maio. Aumento de impostos No sábado, em diferentes cidades do interior da Argentina, como Mar del Plata e Chascomus, na província de Buenos Aires, foram realizados tratoraços de pequenos, médios e grandes produtores. Erguendo a bandeira argentina e cartazes "por el campo" (pelo campo) eles foram aplaudidos por populares. Os ruralistas reclamam contra o aumento de impostos, principalmente para as exportações de soja, e ainda as restrições para exportações de trigo e carne, entre outros produtos. O setor agropecuário é o principal motor da economia argentina. Paralisação A disputa entre os ruralistas e o governo começou em março, após anúncio do aumento dos impostos. A decisão levou a uma paralisação de 21 dias com bloqueio de estradas em vários pontos da Argentina e panelaços nas grandes cidades em apoio aos ruralistas e contra o governo. O aumento de impostos provocou a saída do ministro da Economia, Martín Lousteau, que tinha anunciado a proposta. Após um período de trégua, não houve acordo entre as partes e, na quinta-feira passada, os ruralistas anunciaram oito dias de protestos, mas impedindo apenas a passagem dos caminhões carregados com grãos ou bloqueios de três a quatro horas, para não prejudicar o abastecimento no país. O governo diz que sua política para o setor tem o objetivo de evitar a alta dos preços no mercado interno. E os ruralistas argumentam que sem exportações de grãos provocarão a queda na arrecadação de impostos para o caixa oficial. Negociação O chefe de gabinete da Presidência da República, Alberto Fernández, acusou os líderes do movimento de "romper" a negociação. "Eles só estão interessados em negociar o que eles querem. Então, não é negociação, tem que ser o que eles querem", disse, na semana passada, a uma rádio argentina. O presidente da Federação Agrária Argentina, Eduardo Buzzi, disse que o governo não pretende negociar o ponto "decisivo" para os produtores rurais, que é o aumento do imposto às exportações de soja. "O governo já disse que não pretende modificar essa medida que é decisiva para nosso setor. Por isso, não tivemos outra alternativa e voltamos ao protesto", afirmou Buzzi. Segundo ele, o protesto poderá ser mantido por mais dias, além da data marcada inicialmente de 15 de maio. Esta semana, representantes do setor agropecuário deverão ser recebidos pelos governadores das principais províncias produtoras do setor - Buenos Aires, Santa Fé e Córdoba. |
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