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Onda de violência deixa 12 mortos na África do Sul | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 12 pessoas foram mortas na cidade sul-africana de Joanesburgo desde sexta-feira em uma onda de violência contra imigrantes, segundo informações da polícia. Policiais usaram gás lacrimogêneo e balas de borracha numa tentativa de impedir que gangues de jovens armados atacassem estrangeiros e destruíssem suas propriedades. Algumas das vítimas foram queimadas e outras espancadas até a morte. Durante a noite, mais de 50 pessoas foram levadas para hospitais com ferimentos a bala e a faca. Uma igreja onde cerca de mil imigrantes do Zimbábue procuravam refúgio foi atacada. "Nós consideramos que a situação está tão grave que a polícia não tem mais controle sobre o que está acontecendo", disse o bispo da igreja atacada, Paul Veryn. Muitos estrangeiros se dirigiram a centrais de polícia, levando todos os pertences que podiam carregar, em busca de proteção. Uma mulher do Zimbábue disse à BBC que preferia voltar para seu país a perder seus dois filhos para as gangues. Problemas sociais A onda de violência começou há cerca de uma semana no distrito de Alexandra. Imigrantes vindos de países vizinhos foram cercados por homens levando armas e barras de ferro e gritando "expulsem os estrangeiros". Pessoas do Zimbábue, Moçambique e Malauí fugiram para bairros próximos. Casas foram queimadas e lojas, saqueadas, e a violência se espalhou para outras áreas da cidade. Desde o fim do Apartheid, o sistema de segregação racial que vigorava na África do Sul, milhões de imigrantes se dirigiram ao país em busca de trabalho e proteção. Mas eles acabaram sendo considerados responsáveis por muitos dos problemas sociais da África do Sul, como a alta taxa de desemprego, a falta de moradia e um dos níveis de criminalidade mais altos do mundo. A Cruz Vermelha está agora oferecendo comida e cobertores a centenas de imigrantes que foram afugentados de suas casas. O presidente Thabo Mbeki disse que vai organizar um painel de especialistas para investigar as causas da violência, enquanto o líder do partido governista, Jacob Zuma, condenou os ataques. "Não podemos permitir que a África do Sul fique conhecida por xenofobia", disse ele. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Nova lei na Europa facilitará expulsão de imigrantes ilegais06 maio, 2008 | BBC Report Onda direitista preocupa brasileiros na Itália30 abril, 2008 | BBC Report Espanha prevê 1 milhão de imigrantes sem emprego em 200923 abril, 2008 | BBC Report Greve de imigrantes ilegais pára restaurantes na França22 abril, 2008 | BBC Report 'Um em cada cinco assassinos na Grã-Bretanha é imigrante'13 abril, 2008 | BBC Report Ataques a imigrantes quadruplicaram na Espanha, diz Anistia11 abril, 2008 | BBC Report Blitz em Lisboa identifica imigrantes ilegais brasileiros10 abril, 2008 | BBC Report Mais de 50 são encontrados mortos em caminhão na Tailândia10 abril, 2008 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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