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Atualizado às: 15 de maio, 2008 - 17h57 GMT (14h57 Brasília)
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Bush promete apoiar Israel contra 'terroristas'

O presidente dos EUA, George W. Bush, em discurso no Parlamento de Israel
Presidente americano fez discurso no Parlamento de Israel, o Knesset
O presidente americano George W.Bush disse nesta quinta-feira ao Knesset, o Parlamento de Israel, que os Estados Unidos vão apoiar Israel contra o que chamou de grupos "terroristas".

"Os Estados Unidos se colocam ao seu lado para destruir redes terroristas e negar refúgio para extremistas", disse Bush em Jerusalém.

O líder americano elogiou os laços "indestrutíveis" que unem os dois países e descreveu Israel como uma democracia que é ameaçada por adversários regionais e grupos aliados a eles.

"Al-Qaeda, Hezbollah e Hamas vão ser derrotados à medida que os muçulmanos da região perceberem o vazio da visão terrorista e a injustiça de sua causa", disse o presidente americano.

Processo de paz

Um dos objetivos da visita de Bush ao Oriente Médio é estimular o processo de paz na região, mas poucos analistas dizem acreditar que um acordo entre israelenses e palestinos seja possível antes do final de seu mandato, em janeiro.

Segundo analistas, as lideranças dos dois lados estão enfraquecidas e restaria pouco tempo para implementar medidas ambiciosas.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, sofre pressão para se demitir por enfrentar um processo de corrupção.

O governo palestino está rachado, com o Fatah controlando a Cisjordânia e o Hamas, a Faixa de Gaza.

Futuro

Em seu discurso desta quinta-feira, Bush preferiu falar em linhas mais gerais de sua visão para o futuro e de como ele imagina que será a região daqui a 60 anos.

"Os palestinos vão ter a terra natal que sonham e merecem", disse. "Um governo democrático governado pela lei, que respeita os direitos humanos e rejeita o terror."

"Do Cairo a Riad, de Bagdá a Beirute, as pessoas vão viver em sociedades livres e democráticas, onde o desejo de paz é reforçado pelos laços diplomáticos, de turismo e comércio", acrescentou Bush.

"Irã e Síria vão ser nações pacíficas, com a opressão de hoje sendo uma memória distante e as pessoas livres para falar e desenvolver seus talentos", afirmou o presidente americano.

Gaza

A presença de Bush em Israel no dia em que os palestinos marcam o Nakba, ou "tragédia", que é como chamam a criação do Estado judeu, foi considerada ofensiva por vários palestinos.

"Nessa terra adorada, vivem dois povos", disse o presidente palestino, Mahmoud Abbas, em um pronunciamento na televisão. "Um celebra a sua independência, e o outro sofre, lembrando de sua tragédia."

A imprensa israelense afirma que militares do país estão planejando uma grande operação em Gaza.

Na quarta-feira, um foguete palestino atingiu um shopping center na cidade de Ashkelon (distante 15 km da Faixa de Gaza), ferindo 14 pessoas.

No mesmo dia, uma operação israelense em Gaza havia matado quatro pessoas.

O chefe do serviço secreto israelense, Amos Yadlin, disse ao jornal Haaretz que, até 2010, os militantes do Hamas devem possuir foguetes com alcance de até 40 km.

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