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Bush encontra clima pessimista no Oriente Médio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, participa nesta quarta-feira, em Jerusalém, das celebrações de 60 anos da criação de Israel em meio a um clima de pessimismo quanto às chances de um acordo de paz para a região ainda durante o seu governo. “Creio que podemos conseguir (um acordo de paz antes que eu deixe o cargo, em janeiro do ano que vem)”, disse Bush à BBC antes de viajar a Israel. “Vamos trabalhar duro para isso. Veja bem, eu entendo que é difícil”, completou. Na terça-feira, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que tal acordo “pode ser improvável, mas não impossível”. Obstáculos Com menos de um ano para o fim do mandato de Bush e com líderes enfraquecidos tanto em Israel quanto nos territórios palestinos, analistas afirmam que as chances de se chegar a um acordo real nesse período são pequenas. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, vem sendo pressionado para deixar o cargo por causa de uma investigação policial envolvendo corrupção. Sem Olmert, existe a possibilidade de novas eleições parlamentares e a chegada ao poder de um governo israelense ainda menos disposto a negociar com os palestinos. Bush disse ao jornal israelense Haaretz que as negociações de paz podem prosseguir mesmo sem o atual primeiro-ministro. “Esse não é um plano de Olmert, é um plano de um governo”, disse ele, se referindo aos processo enfrentado pelo primeiro-ministro israelense como “um assunto legal dentro do sistema. O sistema vai lidar com isso… tendo dito isso, minhas relações com o primeiro-ministro são excelentes”. Divisão palestina A liderança política palestina está dividida, com o Fatah controlando a Cisjordânia e o Hamas, a Faixa de Gaza. Israel reconhece apenas o Fatah como eventual parceiro de negociações. Em novembro, lideranças israelenses e do Fatah concordaram, em princípio, a tentar chegar a um acordo de paz até o final deste ano - mas o diálogo entre as duas partes foi interrompido. Olmert e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, não vão se encontrar durante a viagem do líder americano. Bush deve conversar com Abbas no Egito, a última etapa de seu giro de cinco dias pelo Oriente Médio (que inclui também a Arábia Saudita). O analista da BBC Jonathan Marcus afirma que, dada a fraqueza dos atuais líderes e o histórico do presidente americano, este não parece ser um momento adequado para grandes medidas pela paz no Oriente Médio. Ele diz que durante dois mandatos, as iniciativas de Bush para a região não foram bem sucedidas, citando a invasão do Iraque e a política de isolar o Irã e a Síria, que gerou o fortalecimento regional iraniano e de grupos apoiados pelo país, como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas. “Seu sucessor (do presidente americano) terá que lidar com um Oriente Médio muito diferente e bem mais instável do que Bush teve que lidar em seus primeiros meses no cargo”, afirmou Marcus. |
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