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Justiça estende prisão de Fritzl por mais um mês | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Justiça da Áustria estendeu por mais um mês a detenção de Josef Fritzl, acusado de prender sua filha no porão de casa por 24 anos. A decisão foi tomada após uma audiência de 15 minutos a portas fechadas em St. Poelten, onde o homem está sendo mantido desde abril, e será reavaliada dentro de um mês, segundo um porta-voz da Corte. Acompanhado de seu advogado, Fritzl permaneceu em silêncio durante a sessão. A repórter da BBC em St Poelten, Bethany Bell, diz que a extensão da prisão de Fritzl permitirá à polícia continuar as investigações, e ao procurador-geral do Estado, reunir evidências contra ele. Ela disse que não está claro se o procurador interrogará o acusado. 'Fora de controle' Na quinta-feira, através de seu advogado, Fritzl disse que foi motivado por um vício que "saiu fora de controle". Em uma entrevista à revista austríaca News, o advogado dele, Rudolf Mayer, disse que seu cliente teria admitido ter estuprado a filha repetidamente. "Eu sabia que Elisabeth não queria que eu fizesse o que eu fiz com ela. Eu sabia que a estava machucando. Era como um vício. Na realidade, eu queria ter filhos com ela", disse Fritzl, de acordo com a descrição de Mayer à revista. "Eu sabia o tempo todo que o que eu estava fazendo não era certo, que eu devia ser louco por fazer tal coisa", teria dito o austríaco, segundo a publicação. "Mas, apesar disso, tornou-se uma realidade para mim ter essa segunda vida que eu vivia dentro do porão." Mayer conta ainda que Fritzl disse ter encarcerado Elisabeth, em 1984, para protegê-la do mundo exterior, como uma forma de controlar o comportamento da filha, depois que "ela quebrou todas as regras" no início da puberdade. "Eu precisava criar um lugar no qual eu pudesse mantê-la longe do mundo exterior, à força, se necessário", diz outra frase atribuída a Fritzl pela revista. Fritzl também teria repetido a alegação de que havia instalado um dispostivo nas portas do cativeiro que faria com que elas se abrissem depois de um determinado tempo. "Se eu tivesse morrido, Elisabeth e as crianças teriam se libertado", diz outra frase atribuída ao austríaco na reportagem. |
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