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Atualizado às: 07 de maio, 2008 - 11h40 GMT (08h40 Brasília)
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Promotores interrogam Fritzl pela primeira vez
Josef Fritzl
Não está claro se Fritzl estaria respondendo às perguntas
Promotores austríacos estão interrogando pela primeira vez, nesta quarta-feira, o homem que admitiu manter a filha em um porão por 24 anos e ter sete filhos com ela.

Um porta-voz da promotoria confirmou que o interrogatório de Josef Fritzl está sendo realizado na prisão onde o acusado está detido, em St. Poelten, mas não deu outros detalhes.

Não está claro que Fritzl estaria respondendo às perguntas. Apesar de ter inicialmente confessado os crimes, ele tem permanecido em silêncio desde então.

Fritzl, de 73 anos, ainda não foi indiciado, mas os advogados de defesa já indicaram que pretendem alegar insanidade do acusado.

Polícia 'ingênua'

O Parlamento austríaco deve debater o caso nesta quarta-feira. O ministro do Interior, Guenther Platter e a ministra da Justiça, Maria Berger, devem se pronunciar sobre o caso.

Berger disse ao jornal austríaco Der Standard que a polícia foi ingênua ao aceitar, em 1984, a versão de Josef Fritzl de que sua filha, Elisabeth, teria se juntado a uma seita.

"Olhando para tudo que sabemos até agora, eu posso ver uma certa ingenuidade, especialmente em relação ao fato de que ela teria se juntado a uma seita, que foi usado pelo suspeito para explicar o desaparecimento da filha", disse Berger ao jornal.

Foi a primeira vez que as autoridades austríacas admitiram falhas na investigação sobre o desaparecimento de Elisabeth.

Fritzl teve sete filhos com Elisabeth. Um morreu logo depois do nascimento, e três permaneceram presos no cativeiro com a mãe. Os outros três viviam com Fritzl e a mulher. Um deles havia sido legalmente adotado.

Berger também disse ser lamentável que Fritzl teria tido permissão para cuidar das crianças sem que as autoridades investigassem sua ficha criminal. Fritzl foi condenado e preso por estupro em 1967, mas a lei austríaca determina que informações sobre condenações cumpridas podem ser mantidas por apenas cinco anos.

"Nós gostaríamos que esse procedimento tivesse sido adotado apesar de as adoções teriam sido feitas por familiares", disse a ministra.

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