BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 28 de março, 2008 - 17h55 GMT (14h55 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
'Rede criminosa' matou ex-premiê do Líbano, diz ONU
O ex-premiê libanês assassinado Rafik Hariri
Caminhão cheio de explosivos foi usado no ataque que matou Hariri
Uma equipe de investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou nesta sexta-feira que provas indicam que o ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri foi assassinado por uma "rede criminosa".

Hariri foi morto, junto com outras 22 pessoas, em fevereiro de 2005, em um atentado a bomba que provocou revolta no país.

O novo relatório, o décimo a respeito da morte de Hariri, não revela o nome de nenhum suspeito, mas afirma que um grupo que a comissão da ONU chamou de "Rede Hariri" foi o responsável pelo assassinato.

A equipe da ONU diz ainda que a "Rede Hariri" já existia antes mesmo do atentado e mantinha o ex-primeiro-ministro libanês sob vigilância. Segundo o relatório, pelo menos uma parte do grupo permaneceu operante depois do assassinato.

Relatórios anteriores elaborados pela ONU sugeriam que os serviços secretos do Líbano e da Síria participaram do assassinato, algo que o governo sírio nega.

Suspeitas

Segundo o correspondente da BBC na sede da ONU em Nova York, Matthew Price, os investigadores já suspeitavam que o ex-primeiro-ministro havia sido morto por um grupo de criminosos.

A comissão da ONU sugere que o grupo é responsável por outros ataques contra personalidades importantes do Líbano.

De acordo com o relatório, as provas reunidas em atentados mais recentes no país estão ajudando na investigação geral.

O documento também aponta progressos na identificação do suicida que matou o ex-primeiro-ministro libanês, de acordo com o correspondente da BBC.

Segundo Price, a comissão está utilizando laudos de perícia e amostras de DNA na investigação.

Lentidão

O relatório reconhece que a lentidão no progresso das investigações é frustrante para algumas pessoas, mas acrescenta que a investigação não pode ser apressada.

Segundo Price, a situação política e de segurança no Líbano tem sido um problema para os funcionários da ONU que trabalham na investigação, assim como a falta de recursos da própria organização.

A equipe da ONU também afirma que está contando com a cooperação das autoridades libanesas.

No caso da Síria, que nega qualquer envolvimento com a morte de Hariri, o relatório diz que a cooperação tem sido "satisfatória".

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade