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Atualizado às: 13 de julho, 2007 - 05h26 GMT (02h26 Brasília)
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Comissão que investiga morte de Hariri 'identificou suspeitos'
Cartaz com a imagem de Rafik Hariri em um protesto que marcou o segundo ano de sua morte, em fevereiro
O ex-premiê libanês Rafik Hariri era um enérgico crítico da Síria
O chefe da comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) que investiga o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri disse que o grupo identificou diversas pessoas envolvidas no crime.

Em seu último relatório, o oitavo enviado até agora ao Conselho de Segurança da ONU, o promotor belga Serge Brammertz, principal responsável pela investigação, disse que identificou as pessoas que compraram a van usada no assassinato do político, em 2005.

Conforme o relatório, o veículo dentro do qual acredita-se que um suicida detonou a explosão que matou Hariri e outras 22 pessoas foi roubado no Japão e enviado aos Emirados Árabes Unidos por navio.

Brammertz afirmou que a comissão da ONU "obteve recentemente informações sobre a venda da van a indivíduos que poderiam estar envolvidos na preparação final do veículo para o atentado".

Brammertz disse também que seis pessoas que compraram cartões de telefones celulares para espionar Hariri tiveram um papel essencial no crime.

No entanto, Brammertz não revelou os nomes dos suspeitos.

Segundo Brammertz, a consolidação de informações ajudou a identificar "aspectos importantes e indivíduos de interesse comum em diversas áreas da investigação".

Síria

Investigadores da ONU já afirmaram anteriormente que o assassinato de Hariri teve motivação política. No entanto, ao contrário de seu antecessor, Detlev Mehlis, o promotor belga não acusou agentes da Síria de cumplicidade no crime.

Hariri era um enérgico crítico da Síria e apoiava uma resolução da ONU de 2004 que exigia a retirada de tropas sírias e de outras tropas estrangeiras do Líbano.

Depois de sua morte, uma investigação da ONU implicou forças de segurança da Síria e do Líbano no atentado.

Quatro generais libaneses pró-Síria estão presos há 20 meses sob acusação de envolvimento no crime.

A Síria, no entanto, nega alegações de que seu serviço de inteligência esteja envolvido na morte de Hariri.

Em 2005, depois do assassinato de Hariri e sob forte pressão doméstica e internacional, a Síria retirou suas tropas do Líbano, após 29 anos de presença militar no país.

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