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Atualizado às: 27 de março, 2008 - 01h40 GMT (22h40 Brasília)
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Petrobras terá participação menor em campo na Venezuela

Os presidentes Hugo Chávez e Luiz Inácio Lula da Silva durante visita à refinaria de Abreu e Lima
Chávez e Lula visitaram canteiro de obras da refinaria de Abreu e Lima
A Petrobras anunciou uma redução na sua participação no empreendimento conjunto com a estatal venezuelana PDVSA para exploração de petróleo no campo de Carabobo 1, na Faixa do Orinoco.

De acordo com uma nota divulgada nesta quarta-feira, durante visita do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao Brasil, a Petrobras terá no máximo 10% no projeto, e não mais 40% como foi anunciado anteriormente. A PDVSA terá 60%, e os restantes 30% serão decididos por meio de licitação.

O empreendimento de Carabobo é a contrapartida à refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, que também deverá ser de propriedade conjunta das duas petroleiras, numa proporção de 60% da Petrobras e 40% da PDVSA.

Depois de se reunir por mais de duas horas com Chávez no palácio do governo de Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu às 20h30 que os dois não falariam com a imprensa nesta quarta-feira à noite, como previsto, e marcaram uma entrevista coletiva para a manhã desta quinta-feira.

Canteiro de obras

Lula e Chávez visitaram o canteiro de obras da refinaria, que ainda está em fase de terraplanagem do terreno e sendo tocada apenas pela Petrobras.

A refinaria tem custo estimado em US$ 4,05 bilhões e capacidade para processar 200 mil barris de petróleo pesado por dia, que deverá ser fornecido em partes iguais pela Venezuela e pelo Brasil. Deve entrar em operação em 2010.

Ainda não está definido como será a distribuição dos derivados produzidos na refinaria. A Petrobras resiste a ceder à PDVSA o direito de vender esses produtos no mercado brasileiro.

Os dois assinaram apenas um “contrato de associação definindo as normas gerais para a sociedade na empresa que será proprietária da refinaria Abreu e Lima”, mas os termos deste contrato foram mantidos em sigilo. Segundo a Petrobras, obedecendo acordo de confidencialidade.

Integrantes do governo dizem que o acordo para efetivação da sociedade na refinaria já foi todo definido na reunião entre os dois presidentes, e que eles só adiaram a entrevista para o dia seguinte por causa do horário. Em seguida, assistiram a uma apresentação de grupos de frevo e maracatu e teriam um jantar no palácio.

Ministros também assinaram outros sete acordos nas áreas de educação, cooperação agrícola e industrial.

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