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Atualizado às: 13 de março, 2008 - 19h47 GMT (16h47 Brasília)
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Rice defende combate ao 'terrorismo' na América do Sul

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro em Brasília
Em visita a Brasília, Rice elogiou papel do Brasil em crise nos Andes
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que os países da região devem se preocupar em combater o terrorismo "seja dentro das suas fronteiras ou além de suas fronteiras" e disse que os Estados têm obrigações perante a ONU.

“Cada país tem a obrigação de fazer o que pode para evitar que os terroristas usem o seu território. Todo Estado responsável deve agir para isso”, afirmou Rice em entrevista no Itamaraty ao lado do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Embora a pergunta mencionasse o papel do presidente venezuelano Hugo Chávez na região, ele não foi citado nas respostas.

A secretária reafirmou a posição americana, que classifica as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como organização terrorista.

Rice disse que “não há questão sobre atividades (das Farc) no Brasil” e elogiou a atuação do governo colombiano, aliado dos americanos no combate ao tráfico de drogas.

A crise que tomou conta da América do Sul na semana passada - com o ataque colombiano a um acampamento das Farc no Equador e o posterior rompimento de relações diplomáticas da Venezuela e do Equador com a Colômbia - foi o principal assunto da entrevista coletiva após o encontro entre Rice e Amorim no Itamaraty.

Em visita a Brasília, Rice elogiou o papel do Brasil na crise e disse que os Estados Unidos estavam “muito preocupados” com a região.

“Estamos acompanhando a situação e vamos atuar de acordo”, afirmou.

Amorim lembrou que Brasil e Estados Unidos atuaram em conjunto para a aprovação da resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenando a invasão colombiana no Equador, que na avaliação do ministro preparou o caminho para a resolução da crise.

Rice disse que os Estados Unidos têm “uma agenda positiva para a América Latina” e trabalham tanto com governos de esquerda, citando Lula e Michele Bachelet, do Chile, quanto com governos de direita, sem citar nomes.

"Os Estados Unidos não têm inimigos permanentes", afirmou.

Conselho de segurança regional

A secretária disse que os Estados Unidos estão dispostos a apoiar uma estratégia regional de segurança para as Américas e não vê problema no conselho de segurança sul-americano proposto pelo governo brasileiro.

Rice lembrou que já existe uma cooperação hemisférica no âmbito da OEA, mas lembrou que os Estados Unidos também têm uma cooperação subregional na América do Norte.

“A cooperação é natural”, afirmou. “Confiamos na liderança brasileira”, disse ela, sobre uma cooperação entre o sul e o norte do hemisfério.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, defendeu a atuação do Brasil no Haiti como “modelo” para o papel internacional do país.

Rice disse que o presidente americano, George W. Bush, apoia a reforma do Conselho de Segurança da ONU, mas evitou defender abertamente o direito do Brasil a uma vaga permanente no órgão.

“Não poderíamos ter feito o que fizemos no Haiti sem o Brasil, não apenas com a liderança das forças da ONU, mas também o engajamento diplomático”, afirmou a secretária americana.

Rice disse que a posição americana a favor da reforma do Conselho é conhecida, porque “o mundo mudou desde 1945”. No entanto, embora tenha sido questionada diretamente, a secretária evitou comentar o direito do Brasil a uma vaga permanente no conselho, como reivindicado pelo governo brasileiro.

Rice afirmou ainda que os Estados Unidos estão em consultas com outros membros permanentes do órgão, e que o presidente Bush “é muito aberto a uma reforma do Conselho de Segurança”.

“O Brasil, como uma grande democracia multiétnica, deveria ter um papel importante não apenas em assuntos regionais, mas em assuntos globais”, afirmou, elogiando a atuação do Brasil nas conversações sobre a paz no Oriente Médio, inclusive na conferência de Annapolis, promovida pelo governo americano.

Depois de Brasília, a secretária seguiu para Salvador.

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