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Atualizado às: 13 de março, 2008 - 00h47 GMT (21h47 Brasília)
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EUA cobram 'compromisso' de vizinhos da Colômbia

Thomas Shannon, subsecretário do Departamento de Estado americano para a América Latina
Subsecretário disse que Brasil foi importante para resolver crise
A garantia de que novos incidentes não ocorrerão na fronteira entre a Colômbia e as nações que a cercam cabe tanto aos vizinhos colombianos quanto ao governo de Bogotá.

É essa a opinião de Thomas Shannon, o subsecretário do Departamento de Estado americano para a América Latina.

''O grau de compromisso que os vizinhos da Colômbia demonstrarem em auxiliá-la a se proteger e a combater ameaças contra o seu Estado democrático será determinante para que a Colômbia não viole a fronteira de seus vizinhos'', afirmou Shannon em uma entrevista coletiva na sede do Departamento de Estado, em Washington, nesta terça-feira.

No dia 1º de março, forças colombianas bombardearam um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em território equatoriano, matando Raúl Reyes, um dos comandantes da guerrilha.

Tensão na fronteira

O episódio levou o Equador a mobilizar forças militares em sua fronteira e a romper relações com a Colômbia. A Venezuela tomou ação semelhante e a Nicarágua também rompeu laços com o governo colombiano.

De acordo com Shannon, por mais que alguns tenham ficado ''preocupados'' com a ação colombiana em território estrangeiro, existe um ''reconhecimento'' por parte das nações latino-americanas de que ''o fardo que isso não aconteça novamente cabe tanto aos vizinhos quanto à Colômbia''.

A tensão na fronteira e o papel brasileiro para pôr fim à crise será um dos temas debatidos pela secretária de Estado Condoleezza Rice, que chega nesta quinta-feira a Brasília, onde irá se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler Celso Amorim.

Shannon disse que o Brasil e o Chile, os dois países no roteiro de Rice, ''tiveram papéis de grande importância'' para resolver a crise junto a instituições como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Grupo do Rio.

Durante a reunião do Grupo do Rio, na República Dominicana, na semana passada, Equador, Venezuela e Nicarágua restabeleceram relações com a Colômbia.

E o líder colombiano, Álvaro Uribe, deu garantias de que novas incursões militares além das fronteiras do país não voltariam a ocorrer.

'Perturbador'

Shannon afirmou que o material encontrado nos computadores pertencentes aos guerrilheiros mortos durante a operação militar traz informações “perturbadoras” sobre a suposta ligação entre o grupo guerrilheiro e o governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

De acordo com o governo colombiano, os computadores traziam provas de que Hugo Chávez financiou e armou a guerrilha colombiana, informação desmentida pelo governo da Venezuela.

''A informação que emergiu até o momento é preocupante e eu diria até perturbadora, porque parece indicar um nível de diálogo e discussão entre os membros do governo da Venezuela e das Farc que precisa ser explicado'', afirmou o subsecretário.

Temas da viagem

Um dos temas destacados por Shannon foi o de que as nações da região precisam ampliar sua cooperação e o diálogo para combater problemas comuns, como a ameaça do terrorismo e a segurança nas fronteiras.

O tópico deverá ser discutido por Condoleezza Rice em sua viagem ao Brasil e ao Chile.

Após passar por Brasília, na quinta-feira, Rice partirá para Salvador. Em sua estadia no país, Rice pretende discutir experiências que Brasil e Estados Unidos podem compartilhar para combater o racismo e a discriminação.

Um dos propósitos da ida da secretária de Estado a Salvador é justamente observar de perto a realidade de uma cidade com forte herança africana e população predominantemente afro-brasileira.

Na seqüência, ela partirá para a capital chilena, Santiago, onde se encontrará com a presidente Michelle Bachelet.

Ivan RíosFarc
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