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Atualizado às: 26 de março, 2008 - 20h20 GMT (17h20 Brasília)
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Chávez apóia conselho sul-americano inspirado em Bolívar

O presidente Hugo Chávez em fotografia de arquivo
Chávez disse que concordou com o conselho assim que ouviu proposta de Lula
Citando o líder revolucionário do século 19 Simón Bolívar, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que apóia a proposta brasileira de um conselho de defesa da América do Sul e que o órgão, se instituído, ajudaria a criar a “América do Sul grande”.

O presidente venezuelano disse que Bolívar, ao defender a união dos países sul-americanos independentes da Espanha, já pensava numa aliança na área de defesa.

“O plano de Bolívar, quando regressou do Panamá, era formar uma aliança não só econômica e política, mas militar também, para nos defender e para assegurar nossa independência do imperialismo, do neoimperialismo e das guerras preventivas”, afirmou Chávez.

O presidente da Venezuela fez a declaração em entrevista na base aérea de Recife, ao chegar à cidade para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma visita ao canteiro de obras da refinaria Abreu e Lima.

Chávez disse que quando Lula lhe contou sobre o conselho, ele concordou na hora. “Vamos (fazer). Estamos esperando há anos, desde o século passado”, afirmou.

Proposta antiga

O presidente venezuelano disse que ele próprio já havia proposto a criação do conselho em seu primeiro ano de governo, em 1999, mas que naquela época não houve adesão dos demais países da região.

Agora, segundo Chávez, a região vive um outro momento. “Está em marcha um novo pensamento. A América Latina é grande. A América Latina tem uma história grande. A América do Sul tem uma história grande. Para falar firme, para que nos respeitem no mundo”, afirmou.

Chávez elogiou a resposta do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que na semana passada esteve em Washington para defender o conselho, ao secretário de Defesa americano, Robert Gates. Jobim contou aos jornalistas que, ao ser questionado por Gates como os Estados Unidos poderiam contribuir, ele disse que a melhor contribuição era ficar distante.

“E isso podemos dizer em todos os aspectos: político, econômico, social. Estamos fazendo a América do Sul grande”, afirmou.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, em visita a Brasília no início de março disse que o país não via problema na criação de um conselho de defesa da América do Sul.

Chávez se encontra com Lula no início da tarde desta quarta-feira e visitam juntos as obras da refinaria Abreu e Lima, um projeto que deveria ser realizado em conjunto pela Petrobras e a estatal venezuelana PDVSA mas que no momento vem sendo tocado somente pela empresa brasileira.

Depois, os dois se reúnem no palácio do governo pernambucano e no início da noite assinam atos de cooperação.

Tanto Lula como Chávez disseram ao chegar em Recife que o contrato para o empreendimento conjunto deverá ser assinado nesta quarta-feira. Nas reuniões técnicas, porém, os dois lados ainda não haviam chegado a um entendimento.

Chávez também disse que já sentia “de corpo e alma” como integrante do Mercosul, embora a adesão do país ao bloco ainda dependa da aprovação do Congresso brasileiro.

Chávez lembrou que nesta quarta-feira faz 14 anos que ele saiu da prisão, depois de pouco mais de dois anos, anistiado pelo governo de parte da pena por liderar uma tentativa de golpe militar, em 1992.

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