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Análise: Luta por Basra é teste de alto risco para forças do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O papel das milícias em Basra é complexo. As maiores delas estão ligadas a partidos políticos, com representantes eleitos. Esses partidos - usando as milícias como tropas de choque - competem por influência e recursos. Basra é terreno fértil para essa competição. É uma cidade portuária, cheia de comércio e negócios, e dá ao Iraque acesso ao mar. Nas redondezas, ficam muitas das refinarias de petróleo iraquianas. Em Basra, há dinheiro e oportunidades. Controle a cidade e você terá um papel importante no futuro do Iraque. Exército de Mehdi A mais poderosa das milícias em Basra é o Exército de Mehdi, o braço armado de um movimento político liderado pelo líder religioso Moqtada al-Sadr, que conseguiu apoio entre muçulmanos xiitas pobres e marginalizados. Seus seguidores seriam influentes na produção de energia, no sistema de saúde e entre os baixos escalões das Forças de Segurança. E é essa milícia que está apresentando a maior resistência à operação militar vigente. O movimento acredita estar sendo deliberadamente enfraquecido antes das eleições locais marcadas para este ano. A milícia tem respeitado um acordo de cessar-fogo que está sendo testado pela operação do Exército em Basra. Há também as Brigadas Badr, ligadas ao partido Conselho Islâmico Supremo do Iraque, próximo ao primeiro-ministro Nouri al-Maliki, e com muito poder político. Acredita-se que as brigadas controlem o Ministério do Interior, com seus recursos de segurança e inteligência. Já as refinarias de petróleo ao redor de Basra, segundo fomos informados, estão sob a influência de um grupo menor chamado Fadhila. O governador da província de Basra é um membro do partido. Outras facções pequenas e ramificações de outros grupos tornam o quadro ainda mais complicado. O objetivo de Maliki Os objetivos de Nouri al-Maliki com esta operação são nebulosos. Na superfície, ela parece uma tentativa de reduzir o poder das milícias em Basra. Mas é muito difícil ver como e por que as milícias iriam se dispor a entregar as armas, como Maliki pediu. A operação também parece uma tentativa direta de enfraquecer o movimento Sadrista, cujos líderes estão entre os maiores opositores de Maliki. Essa é uma briga por recursos econômicos. E, sobretudo, um teste de alto risco para a credibilidade das Forças Armadas do Iraque. |
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