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ONU aprova novo pacote de sanções contra o Irã | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta segunda-feira uma terceira série de sanções contra o Irã devido à recusa do país em suspender suas atividades de enriquecimento de urânio. As novas sanções incluem a proibição de viagens internacionais para cinco autoridades iranianas e o congelamento de ativos financeiros no exterior de 13 companhias e de 13 autoridades iranianas. A resolução também impede a venda para o Irã dos chamados itens de "uso duplo" – que podem ter tanto objetivos pacíficos como militares. O Conselho de Segurança também pede que os governos deixem de dar apoio financeiro a companhias que têm negócios com o Irã, inspecionem cargueiros que estão indo ou voltando do país e monitorem as atividades de dois bancos iranianos. A resolução também solicita que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) produza um novo relatório para determinar se o Irã suspendeu o enriquecimento de urânio dentro de 90 dias. Se as autoridades iranianas não cumprirem a exigência de suspender as atividades nucleares no prazo previsto pela resolução, o Conselho de Segurança da ONU ameaça impor mais sanções. Votação O Irã insiste que seu programa nuclear é pacífico e tem o objetivo apenas de gerar eletricidade, mas potências ocidentais como os Estados Unidos suspeitam que o governo iraniano tenha planos de desenvolver armas nucleares. A resolução aprovada nesta segunda-feira foi apresentada por França e Grã-Bretanha. Do total de 15 membros do Conselho de Segurança, 14 votaram a favor das novas sanções, e apenas um (a Indonésia) se absteve. As resoluções anteriores de sanções ao Irã haviam sido aprovadas por unanimidade. Diplomatas britânicos e franceses lideraram os esforços para tentar conseguir o apoio de África do Sul, Vietnã e Líbia, mas não tiveram sucesso na tentativa de convencer as autoridades indonésias. Ao justificar a abstenção, a Indonésia disse que ainda não está convencida da necessidade de impor novas sanções ao Irã em um momento em que o governo iraniano coopera com a AIEA. Reações O embaixador do Irã junto à ONU, Mohammad Khazee, insistiu que o programa nuclear do país é pacífico e descreveu a decisão do Conselho de Segurança como ilegal e ilegítima. "Na realidade, as pessoas ao redor do mundo perderam a confiança no Conselho de Segurança e consideram as ações do conselho como o resultado da pressão política exercida por umas poucas potências para avançar suas próprias agendas", disse Khazee. "Este é um assunto urgente que o conselho precisa abordar para restaurar sua credibilidade", acrescentou o embaixador iraniano. A Grã-Bretanha, que se pronunciou em nome dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e da Alemanha, reafirmou a oferta apresentada em 2006 de colaborar com o programa nuclear civil do Irã caso o país suspenda suas atividades de enriquecimento de urânio. |
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