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Atualizado às: 21 de fevereiro, 2008 - 23h07 GMT (20h07 Brasília)
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Países sul-americanos e árabes apóiam Venezuela em disputa com Exxon

O chanceler Celso Amorim durante entrevista coletiva em Buenos Aires
Celso Amorim participou de reunião de ministros em Buenos Aires
Em uma declaração conjunta, os ministros das Relações Exteriores da América do Sul e dos países árabes, reunidos em Buenos Aires, anunciaram sua “solidariedade” à Venezuela na disputa com a petroleira americana Exxon, afirmou o chanceler brasileiro Celso Amorim.

No comunicado conjunto divulgado nesta quinta-feira, que tem 64 itens, os países sul-americanos e árabes afirmam que, de acordo com as Nações Unidas e os princípios de direito internacional, os Estados têm o “direito soberano” de explorar seus recursos, de acordo com suas próprias leis e suas políticas de desenvolvimento.

“Nesse sentido, condenamos qualquer ação intimidatória contra a Venezuela ou qualquer outro país que possa afetar seu desenvolvimento econômico e social e sua cooperação com os países do Sul”, diz o documento.

Em entrevista a jornalistas brasileiros em Buenos Aires, Amorim disse que “o item que despertou interesse (na declaração conjunta) é a questão da Venezuela em relação às ações da Exxon e as ações, sobretudo, no que diz respeito a embargar os recursos que a Venezuela dispõe no exterior".

"Houve uma manifestação de solidariedade com a Venezuela de todos os países da América do Sul e países árabes”, afirmou Amorim.

Disputa

Recentemente, a Exxon embargou bens da Venezuela no Tribunal Internacional de Arbitragem.

A Exxon reclama contra a decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de interromper contratos de exploração de empresas transnacionais na região da Faixa do Orinoco e passá-los à estatal PDVSA.

Na semana passada, em meio a esta disputa jurídica com a Exxon, Chávez afirmou que poderia suspender a venda de petróleo aos Estados Unidos.

Na entrevista com jornalistas brasileiros, Amorim falou ainda sobre a transição em Cuba, após a renúncia de Fidel Castro, esta semana, depois de 49 anos no poder.

Quando questionado se acredita que a decisão de Fidel poderá acelerar um processo de abertura na ilha, Amorim disse que "esse é um problema dos cubanos".

"Acho que essas velocidades, tudo é um problema deles. Eu acho que há uma situação de estabilidade, mas não no sentido de estagnação. O país está calmo, o país é tranqüilo. Eu acho que essa passagem mais formal agora do poder se dá de maneira boa, positiva. Mas são os cubanos que vão ter que resolver o que fazer”, disse Amorim.

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