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Site de fofocas de estudantes gera polêmica nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um site que reúne fofocas anônimas enviadas por estudantes de mais de 50 universidades americanas está criando uma onda de protestos, acendendo o debate sobre liberdade de expressão e difamação na internet. Lançado em meados de 2007, o JuicyCampus.com encoraja estudantes a dividirem suas fofocas e pensamentos, garantindo o anonimato dos usuários. Os usuários também são convidados a comentar e votar nas fofocas mais quentes. Atualmente, o site inclui fofocas de mais de 50 universidades. Em princípio, a intenção era abrir um espaço virtual de debate entre os estudantes, onde eles poderiam comentar artes, música ou a vida no campus, simplesmente, mas quando se acessa a página, nota-se que a maioria dos tópicos é sobre sexo, seios, nádegas ou quem usa mais drogas no campus. “Desde a criação do site JuicyCampus.com, emergiu uma nova raça de celebridades do campus: aqueles que, desavisadamente, foram rotulados e difamados na internet”, escreveu Ginger Enclade no jornal estudantil Daily Bruin, da UCLA, na Califórnia. Acesso ilimitado Uma das questões que mais vêm preocupando os estudantes é o eventual potencial do site de destruir reputações e até ameaçar o futuro profissional. “Esta é uma falha geral de nossa geração”, diz Enclade, “nós subestimamos os poderes da rede mundial de computadores”, acrescenta, lembrando que pais, professores e funcionários da universidade, e até mesmo as vítimas das difamações, também têm acesso ao site. A polêmica é tão grande que na Universidade Pepperdine, na Califórnia, o diretório central estudantil realizou uma enquete online e concluiu que 85% dos estudantes eram a favor da proibição do site no campus. Outros 10% votaram contra, 2% disseram não ter opinião sobre o assunto e 3% disseram que não sabiam do que se tratava o JuicyCampus.com. “Com a adição da Pepperdine ao JuicyCampus.com os estudantes chegaram ao nível mais baixo de todos os tempos”, escreveu Gloria Sheller no jornal universitário The Graphic. “Espalhar rumores pelo disse-me-disse já é ruim o suficiente, mas fazê-lo de modo que milhões de pessoas possam acessá-los online é um pensamento aterrorizador.” Apesar do pedido da central de estudantes para que o site fosse proibido, a administração da universidade decidiu adiar a decisão e realizar uma nova consulta, alegando que restringir o acesso seria muito controverso, segundo o jornal. Os administradores da universidade também enviaram cartas aos operadores do site e ao site hospedeiro, Media Temple Inc, além do Google, que coloca os anúncios que sustentam o JuicyCampus.com, exigindo a retirada dos posts difamatórios e pedindo maior moderação. Em uma das cartas, Timothy Chester, responsável pelo departamento de informação da universidade, afirma que o site é “uma parede de banheiro virtual”. Nenhuma das empresas respondeu às cartas. A questão ainda reabre o debate sobre responsabilidade legal na internet já que, segundo as leis americanas, o site, em princípio, não seria responsável pelas declarações nele postadas. E segundo o JuicyCampus.com, não há como rastrear eletronicamente os autores das mensagens. Gloria Sheller, da Universidade Pepperdine, reconhece que o conceito do site é admirável. “Ter um fórum de estudantes para as pessoas discutirem o que elas quiserem parece uma boa idéia. Quando as pessoas levam isso ao ponto de nomear possíveis fraternidades homossexuais ou começar rumores sobre quem fez ou não um aborto, o mérito se perde.” Segundo o criador do site, Matt Ivester, disse ao Daily Bruin, “o site foi criado para a diversão. Não achamos que é para ser levado muito a sério.” |
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