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Estudo calcula 'custo da fofoca' no trabalho | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um levantamento realizado com trabalhadores britânicos estimou o custo da fofoca e de outras interrupções aparentemente inofensivas de trabalho, como problemas de computador, simulações de incêndio e atrasos de dez minutos. Em um país onde é comum que os empregados se queixem das longas horas passadas no escritório, a consultoria de recursos humanos Office Angels disse que foi "surpreendente" descobrir que tais desperdícios chegam a uma média individual de 13 dias úteis de trabalho por ano – quase três semanas da jornada de trabalho. Dos cerca de 28,9 milhões de trabalhadores britânicos, um porcentual equivalente a 13% admitiu gastar pelo menos duas horas semanais fofocando com os colegas, revelou a pesquisa. Nos cálculos da consultoria, os britânicos gastam 7,4 milhões de horas semanais nesta atividade. Como o salário médio na Grã-Bretanha é de 11,71 libras por hora, o estudo concluiu que as empresas perdem mais de 86 milhões de libras por ano (cerca de R$ 345 milhões). A mesma quantia é perdida em encontros que foram descritos como "inúteis" – como reuniões para rediscutir cronogramas de reuniões. Segundo a pesquisa, 8 milhões de horas são gastas por semana com problemas de computadores na Grã-Bretanha, onde 59% dos entrevistados disse gastar pelo menos 30 minutos por semana reiniciando suas máquinas. Mas o grande responsável pela perda de tempo, disse a consultoria, são as chamadas "táticas de adiamento" dos funcionários: navegar pela Internet, perder-se em digressões e pensamentos ou simplesmente fazer café para os colegas. Tempo e dinheiro Com base nesses números, o estudo estimou que a perda econômica da economia britânica chega a 6,85 bilhões de libras esterlinas – ou cerca de R$ 27 bilhões – por ano. "Tempo é dinheiro. Saber como gastamos nosso tempo nos permite trabalhar de maneira mais eficiente como equipe", disse o diretor-gerente da consultoria, David Clubb. "Isto significará, é claro, dar um pouco mais de atenção ao trabalho, mas também assegurar que tenhamos um equilíbrio saudável entre a vida e o trabalho, terminando as tarefas durante o tempo previsto na jornada." Mas a pesquisa demonstrou ainda que o custo da pausa para o café e da navegação pela Internet está sendo amenizado por comportamentos conscientes em outras áreas. Os trabalhadores britânicos estão, por exemplo, reciclando mais papel – 39% de todos os respondentes, segundo a pesquisa. Cerca de 12% deles disseram substituir os copos de plástico por outros de vidro na hora de tomar água. Além disso, 35% dos empregados britânicos desligam seu computador ao final do expediente, o que, por noite, equivale a uma economia de 83 milhões de libras, ou cerca de R$ 330 milhões. |
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