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Atualizado às: 10 de abril, 2007 - 12h26 GMT (09h26 Brasília)
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Britânicos desconfiam de 12% das faltas ao trabalho por saúde
Dor de cabeça
Resfriados e gripes foram o principal motivo para faltas
Os empregadores britânicos dizem acreditar que 12% dos casos de faltas ao trabalho por motivos de saúde são alegações falsas, de acordo com uma pesquisa encomendada pela Câmara da Indústria Britânica (CBI, na sigla em inglês).

O levantamento estima que as faltas ao trabalho por motivos de saúde custaram à economia britânica um prejuízo de 13,4 bilhões de libras (cerca de R$ 54 bilhões) em 2006.

Segundo o estudo, cada trabalhador faltou em média sete dias por razões de saúde no ano passado.

Questionados sobre as razões para acreditar em alegações falsas, 70% dos empregadores disseram verificar um aumento nas faltas nas segundas ou nas sextas-feiras, criando fins de semana prolongados para os empregados.

Além disso, 68% deles disseram ver uma ligação entre as faltas por razões de saúde e a proximidade de feriados, e 39% vêem uma relação com eventos especiais como grandes torneios esportivos.

Público x privado

O levantamento indicou ainda que as faltas por motivos de saúde foram 44% mais freqüentes no setor público do que no setor privado em 2006.

A taxa média de ausência no setor público foi de nove dias, meio dia a mais do que em 2005. No setor privado, a taxa de ausência no ano passado ficou em 6,3 dias.

A pesquisa indica ainda que as organizações que reconhecem o trabalho dos sindicatos sofreram mais com as ausências (oito dias no ano) do que as empresas que não têm trabalhadores sindicalizados (5,6 dias).

Quando considerados os tamanhos das empresas, aquelas com até 50 empregados verificaram uma taxa de ausência de quatro dias no ano, enquanto nas organizações com mais de 5 mil empregados essa taxa foi de oito dias.

Motivos

Gripes e resfriados foram citados por 99% dos entrevistados como as principais causas das faltas por motivo de saúde de curta duração, seguidas de problemas de coluna.

Problemas de saúde mental como estresse, ansiedade e depressão foram as principais causas de ausências por períodos mais longos, citados por 72% dos entrevistados.

Para Susan Anderson, diretora de Recursos Humanos da CBI, os empregadores reconhecem que a maioria das faltas são genuínas, mas ela afirma que existe uma "cultura de absenteísmo que precisa ser combatida".

"Faltas não autorizadas colocam os colegas sob pressão injusta e provocam perdas de mais de 1 bilhão de libras aos empregadores e aos contribuintes", acrescenta Anderson.

Segundo ela, se a taxa de ausência no setor público fosse reduzida ao mesmo nível do setor privado, haveria uma economia suficiente para construir sete novos hospitais.

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