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Atualizado às: 13 de fevereiro, 2008 - 20h52 GMT (18h52 Brasília)
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Gerente de hospital psiquiátrico é preso por ligação com ataques no Iraque
Internados no hospital psiquiátrico Al-Rashad, em Bagdá
O detido é administrador de um hospital psiquiátrico
Um porta-voz das Forças Armadas americanas no Iraque revelou nesta quarta-feira que o gerente de um hospital psiquiátrico de Bagdá foi preso sob suspeita de envolvimento com dois atentados suicidas ocorridos na cidade neste mês.

Segundo o porta-voz, almirante Gregory Smith, suspeita-se que o gerente do hospital Al-Rashad tenha fornecido à rede extremista Al-Qaeda informações sobre os pacientes do hospital.

Mais de 70 pessoas foram mortas em dois ataques suicidas em mercados de animais de Bagdá em 1º de fevereiro.

Na época, as autoridades disseram que os explosivos estavam amarrados a duas mulheres com deficiências mentais e foram detonados à distância.

"O administrador permanece sob custódia das forças da coalizão e está sendo interrogado para determinar que papel ou não ele teve no fornecimento à Al-Qaeda de informações sobre os pacientes do hospital psiquiátrico Al-Rashad ou de outras instalações médicas de Bagdá", disse Smith.

O porta-voz acrescentou que soldados americanos fizeram uma varredura "detalhada" no hospital em busca de pistas.

Os atentados de 1º de fevereiro em Bagdá provocaram o mais alto número de vítimas em ataques do tipo em meses, em um momento em que estatísticas mostram que a violência no país está diminuindo.

Leis

Nesta quarta-feira, o Parlamento iraquiano superou meses de atrasos e aprovou três leis consideradas importantes para manter a estabilidade e unidade do país.

As leis estabelecem o orçamento para o ano, concedem anistia limitada a alguns presos e define a relação entre o governo central em Bagdá e as províncias – um passo necessário para que sejam realizadas eleições provinciais.

Segundo Jim Muir, correspondente da BBC em Bagdá, as leis foram aprovadas apenas um dia depois de vários blocos partidários terem abandonado o plenário e o presidente da casa ter ameaçado dissolver o Parlamento – o que teria levado à convocação de eleições gerais.

As três leis estavam entre as que os Estados Unidos vinham pressionando o Iraque a aprovar, e cada uma delas atende os interesses de um dos três grupos majoritários do país.

Os sunitas queriam ver aprovada a lei de anistia porque milhares de membros do grupo estão detidos nas prisões iraquianas, os curdos esperavam a aprovação do orçamento e os xiitas queriam a aprovação da lei sobre a administração do Estado, que dá poder significativo aos governos locais.

Iraque
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