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Atualizado às: 01 de fevereiro, 2008 - 09h59 GMT (07h59 Brasília)
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Bombas em mercados matam pelo menos 43 em Bagdá
Mercados foram alvo de atentados
Atentados podem abalar sensação de segurança na capital
Pelo menos 43 pessoas morreram e mais de 75 ficaram feridas em dois atentados a bomba nesta sexta-feira, em Bagdá, em um dos dias mais violentos na capital do Iraque dos últimos meses.

A primeira bomba explodiu em um popular mercado de animais, às 10h20 da manhã (hora loca, 5h20 am de Brasília), o Ghazil, que tinha sido alvo de três atentados no ano passado.

A bomba, escondida em uma caixa de pássaros, explodiu durante uma hora de grande movimento no mercado.

Vinte minutos depois, outra bomba explodiu em outro mercado lotado, no sudeste da capital.

Segundo analistas, o frágil senso de normalidade que havia voltado à capital depois de melhoras significativas na segurança poderá ser abalado pelas explosões.

“Muitos corpos para contar”

Com a polícia e funcionários de hospitais empilhando os corpos no bagageiro de caminhonetes, um representante do hospital Kindi disse que, pelo menos 30 corpos já haviam sido resgatados.

“Nós temos um desastre aqui, há muitos corpos para contar”, disse ele.

O mercado Ghazil, uma atração popular enter os moradores de Bagdá, só abre às sextas-feiras e está sempre lotado.

As barracas oferecem uma ampla seleção de pássaros exóticos, além de coelhos e gatos contrabandeados do Brasil e da África, usando caixas de papelão para transportar os animais pela feira.

Segurança frágil

No fim do ano passado, o Ministério do Interior afirmou que 75% dos grupos ligados à rede extremista Al-Qaeda teriam sido eliminados em 2007.

“A atividade (da Al-Qaeda) está limitada a certos locais ao norte de Bagdá. Nós estamos trabalhando na perseguição desses grupos, é a luta que vem a seguir”, disse na época o porta-voz do Ministério, general Abdul Kareem Khalaf.

Apesar das afirmações do Ministério do Interior iraquiano, o general David Petraeus, comandante-geral das forças americanas no Iraque, disse que a Al-Qaeda continuava sendo a principal ameaça ao país e que o aumento na segurança poderia ser facilmente revertido.

Em um balanço de final de ano, Petraeus disse que o número total de ataques no Iraque caiu 60% desde junho. Por outro lado, houve um pequeno aumento nos atentados suicidas com carros e coletes explosivos desde outubro, mostrando a fragilidade da segurança no país.

A queda na violência é atribuída, em geral, ao aumento do número de soldados americanos em Bagdá na segunda metade do ano passado.

O cessar-fogo anunciado pela mílicia Exército de Mehdi, do clérigo xiita Moqtada al Sadr em agosto passado também contribuiu para a sensação de segurança.

Outro fator crucial seria o fato de que milícias sunitas, que antes lutavam contra o governo iraquiano e contra os americanos, estarem agora lutando contra a Al-Qaeda.

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