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Ex-aliados de Saddam poderão voltar ao governo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O parlamento iraquiano aprovou uma lei nesta sábado permitindo que ex-membros do partido Baath, do ex-presidente Saddam Hussein, voltem para a vida pública. Os Estados Unidos vinham pressionando o governo liderado pelos xiitas no Iraque a aprovar a lei, em uma tentativa de envolver a minoria sunita no processo político. A lei permitirá que milhares de ex-membros do partido se registrem para que sejam reinstituídos como servidores públicos e também ao Exército. Os sunitas haviam descrito a lei que os proibia de atuar na vida pública do país como uma punição coletiva. O regime de Saddam Hussein era composto principalmente de sunitas, e muitos membros do governo foram removidos depois da queda do líder em 2003, sob uma determinação do então administrador americano, Paul Bremer. O Exército foi desmontado, milhares de professores e outros funcionários públicos foram demitidos e qualquer pessoa que fizesse parte da alta cúpula do governo foi banida da vida pública. Mas, desde então, o governo americano restituiu vários desses indivíduos ao perceber que havia eliminado figuras importantes dos ministérios e do Exército, sem ter quem colocar em seu lugar. Insurgência sunita A nova lei cria um período de três meses para que os registros de ex-membros do Baath sejam contestados. Após esse período, eles ficarão imunes a processos relacionados à era Saddam. A imunidade exclui ex-membros que já foram condenados ou ainda estão sendo procurados por crimes. A lei significa ainda que muitos elementos do Baath receberão aposentadorias do Estado, mesmo que não voltem à vida pública. A lei foi apresentada ao parlamento no ano passado pelo primeiro-ministro Nouri al-Maliki, que é xiita e pelo presidente Jalal Talabani, um curdo. Acredita-se que parte da insurgência sunita seja realizada por ex-membros do Exército iraquiano. |
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