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Órgão internacional anuncia boicote às eleições na Rússia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), órgão internacional que fiscaliza eleições, anunciou nesta quinta-feira que não vai enviar representantes para acompanhar as eleições presidenciais na Rússia por causa de restrições impostas pelo governo do país. "Nós infelizmente não podemos aceitar o seu convite para enviar um número limitado de observadores à Rússia para a eleição presidencial", disse o presidente da Assembléia Parlamentar da OSCE, Goran Lennmarker, em uma carta ao Parlamento russo. Lennmarker também mencionou "outras condições e circunstâncias", sem especificá-las, ao justificar a decisão. A entidade formada por 56 países, incluindo a própria Rússia, já havia suspendido a sua participação nas eleições parlamentares de dezembro do ano passado, também com a alegação de interferência de Moscou. A divisão da OSCE que monitora eleições (o ODIHR, Escritório para Instituições Democráticas e Direitos Humanos) e a comissão eleitoral russa vinham tendo divergências sobre o tamanho e a duração da missão de observadores para as eleições do dia 2 de março. Os observadores geralmente chegam ao país em que vão monitorar as eleições dois meses antes do dia votação para que possam observar a inscrição dos candidatos, a campanha eleitoral, a cobertura da mídia e a votação em si. No caso da Rússia, o governo queria que os observadores chegassem apenas três dias antes da votação, tempo que a ODIHR considerava insuficiente para avaliar a campanha e o acesso dos candidatos à mídia.
Contra-proposta A fim de evitar um boicote, a Rússia apresentou uma contra-proposta, que previa inclusive a chegada dos observadores com uma semana de antecedência, mas a ODIHR rejeitou as concessões na quarta-feira. A comissão eleitoral russa também havia aceitado aumentar o número de observadores de 70 para 75. Um porta-voz do Ministério do Exterior, Mikhail Kamynin, descreveu a decisão da OSCE de "inaceitável". O próprio chanceler russo, Sergei Lavrov, havia dito antes do anúncio da decisão que Moscou não aceitaria um "ultimato". "Países que têm respeito por si mesmos não aceitam ultimatos", disse Lavrov. O ministro de Putin também defendeu a reforma das regras da OSCE que, segundo ele, insistiu de forma "mal educada" em enviar observadores um mês antes das eleições. A presidência da União Européia, atualmente desempenhada pela Eslovênia, manifestou apoio à decisão e disse lamentar que a equipe de observadores da OSCE tenha sido colocada "em uma situação em que considerou ser impossível executar o seu mandato". As eleições parlamentares russas em dezembro foram criticadas pelos observadores que as acompanharam. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Observadores dizem que eleições russas 'não foram justas'03 dezembro, 2007 | BBC Report Eleitores começam a escolher Parlamento na Rússia01 dezembro, 2007 | BBC Report Putin diz que não permitirá interferência estrangeira na Rússia28 de novembro, 2007 | Notícias EUA tentam desacreditar eleições russas, acusa Putin26 novembro, 2007 | BBC Report Órgão decide não enviar monitores às eleições russas16 novembro, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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