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Bush vê sinais 'preocupantes' na economia dos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta sexta-feira que existem sinais "preocupantes" de enfraquecimento na economia americana. Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos indicam que a economia americana fechou 17 mil postos de trabalho em janeiro, a primeira perda de empregos desde agosto de 2003. "A inflação está baixa", disse Bush. "A produtividade está alta, mas existem, com certeza, sinais preocupantes, sérios, de que a economia está enfraquecendo e teremos que fazer algo a respeito." Em um discurso em Kansas City, o presidente americano lembrou que, "pela primeira vez em 52 meses", os Estados Unidos não criaram empregos. "Então, a questão é o que faremos a respeito", disse. "Acredito que o governo tem a responsabilidade, acredito que o governo pode agir de forma decisiva para nos ajudar a lidar com esse período de incerteza." Consumo Bush afirmou ainda que "também é motivo de preocupação se os consumidores vão ou não perder a confiança na economia". "Uma forma de tratar desta questão é ter uma restituição de impostos temporária e forte, e é nisso que estamos trabalhando no Congresso", acrescentou. "Quanto mais cedo colocarmos dinheiro nas mãos de nossos consumidores, mais provavelmente a economia vai se recuperar deste período de incerteza." De acordo com o presidente americano, uma forma de mudar a situação é o Congresso americano e o governo trabalharem juntos para a aprovação do pacote de estímulo econômico de US$ 150 bilhões. "Acredito que podemos executar este pacote. Sei que tem que ser feito rapidamente", disse Bush. "E agradeço o fato de que o Senado está tentando trabalhar nesta questão o mais rápido possível." "Só peço a eles que façam isso porque, quanto mais cedo esse pacote chegar à minha mesa, melhor será para nossa economia", concluiu. Supresa De acordo com os números do governo, os setores mais afetados pela perda de vagas de trabalho em janeiro foram os da construção e de manufaturados. O relatório indica que, no primeiro mês do ano, 27 mil empregos foram cortados na indústria da construção, enquanto o setor de manufaturados registrou perdas de 28 mil vagas. Outros 11 mil postos foram fechados em outras áreas. As perdas foram em parte compensadas pela criação de novas vagas nos setores da educação, que empregou 47 mil pessoas, e do varejo, que abriu 11 mil novos empregos. Ainda assim, os dados pegaram analistas de surpresa. A expectativa era de que os números apontariam a criação de 70 mil novas vagas em janeiro. |
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