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Atualizado às: 05 de setembro, 2007 - 17h50 GMT (14h50 Brasília)
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OCDE reduz previsão de crescimento para EUA e Europa

Mulher passa por painel com indicadores financeiros em Tóquio
Impacto da crise imobiliária dos EUA no mundo não foi avaliado
A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) reduziu suas previsões de crescimento para os Estados Unidos e para a Europa em 2007, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira.

Mas as perspectivas poderão ser ainda mais pessimistas, já que as novas estimativas ainda não levam em conta o impacto da crise dos créditos imobiliários de alto risco nos Estados Unidos (subprime).

De acordo com as novas previsões da OCDE, a economia norte-americana deverá crescer 1,9% neste ano em vez de 2,1% anunciado no estudo anterior, em maio passado.

“As perspectivas de crescimento são agora menos favoráveis e mais incertas do que antes da crise do subprime e os riscos de novas reduções são mais evidentes”, afirma o economista-chefe da OCDE, Jean-Philippe Cotis.

Segundo ele, o setor imobiliário dos Estados Unidos deverá pesar com mais intensidade e por mais tempo do que o previsto sobre a economia do país.

“O crescimento da economia norte-americana deverá cair bem abaixo do seu potencial no segundo semestre deste ano, após uma clara retomada no segundo trimestre”, diz o economista.

Juros nos EUA

As novas estimativas prevêem que a economia dos Estados Unidos irá crescer 0,5% no terceiro trimestre e 0,4% no último trimestre deste ano, após ter registrado alta de 1% no segundo trimestre.

O economista-chefe da OCDE estima que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, “poderá ter boas razões para baixar suas taxas de juros”, mas, segundo Cotis, essa redução não deve ter o objetivo de “socorrer investidores que assumiram riscos excessivos”.

Na zona do euro, a previsão de crescimento econômico foi reduzida de 2,7% para 2,6%, segundo a OCDE. A diferença parece não ser considerável, mas a organização alerta que “o pico do crescimento já passou” em relação às economias do bloco.

A França é o país que registra a queda mais acentuada nas novas previsões da OCDE, com sede em Paris. A organização reduziu sua previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) francês de 2,2% para 1,8% em 2007.

Apesar dos números previstos pela organização, o governo francês continua apostando que a economia do país irá crescer 2,25% neste ano, como reiterou nesta quarta a ministra da Economia, Christine Lagarde.

A ministra disse continuar prevendo que o “terceiro e quarto trimestres serão fortes”.

A economia da Alemanha, terceira maior do planeta, deverá crescer 2,6% em vez dos 2,7% estimados anteriormente.

A Grã-Bretanha é o único país da Europa que teve sua previsão de crescimento econômico aumentada, passando de 2,7% para 3,1% em 2007.

Para o Japão, a previsão da OCDE não foi alterada, permanecendo em 2,4% neste ano.

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