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Desemprego cairá para 7,9% na América Latina, prevê OIT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A taxa de desemprego da América Latina deve cair para 7,9% em 2008, de acordo com previsão da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a menor desde 2002. No ano passado, o desemprego na região ficou em 8,2% e, em 2006, era de 8,8%. A queda tem sido constante desde 2002, quando ficou em 11,4%. O relatório Panorama Laboral, elaborado pelo escritório regional da OIT, projeta a redução da taxa de desemprego mesmo com a expectativa de crescimento econômico menor do que no ano passado - de 5,5% em 2007 para 4,7% neste ano. O diretor da OIT para a América Latina e Caribe, Jean Manimat, disse que a evolução é positiva, mas que a concretização da queda do desemprego vai depender da economia. "Haverá uma alta dose de incerteza gerada pela volatilidade da situação econômica internacional e pelos prognósticos de uma desaceleração e inclusive de uma recessão", afirmou. Brasil Para o Brasil, o relatório prevê uma taxa de desemprego de 8,8% neste ano, a menor desde 2003. Em 2002, havia sido de 7,1%, mas saltou para 12,3% no ano seguinte.
A partir daí, houve queda em 2004 (11,5%) e 2005 (9,8%), pequena elevação em 2006 (10%) e nova queda no ano passado (9,3%). Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seis regiões metropolitanas brasileiras apontou um desemprego de 7,4% em dezembro do ano passado, um ponto inferior a dezembro do ano anterior e o menor desde o início da série, em 2002. Os analistas da OIT esperam um impacto da crise nos Estados Unidos e a desaceleração do crescimento no país na economia e no mercado de trabalho latino-americano. "Existe incerteza sobre a capacidade de recuperação dos países da região frente ao choque gerado pelas recentes turbulências financeiras que até agora afetaram principalmente Estados Unidos e Europa", diz o documento. O relatório projeta um aumento da inflação, menor superávit da conta corrente e contas públicos menos sólidas neste ano em relação ao ano passado. "Espera-se uma modesta deterioração das condições macroeconômicas, dadas as expectativas de uma economia global menos favorável", afirma. Salários O Panorama Laboral também indica que, além da redução do desemprego, houve no ano passado uma pequena melhora nos salários reais, que subiram 3%, puxados pela forte melhora argentina, de 11,2%. Excluindo a Argentina, o aumento na região foi de 2,1%.
O relatório destaca também que a América Latina tem um "déficit de trabalho decente", com elevada participação do trabalho informal. Em uma análise dos nove maiores países da região, o trabalho informal atinge 61,5% dos trabalhadores urbanos. O documento aponta ainda que a taxa de desemprego entre as mulheres é 60% superior à dos homens e que o desemprego entre os jovens é 2,2 vezes maior do que a média total e três vezes maior do que a dos adultos. |
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