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Davos entra na disputa sobre custo-benefício do etanol | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polêmica em torno dos biocombustíveis deverá ser um dos temas em debate no encontro anual do Fórum Econômico Mundial, que começa nesta quarta-feira na cidade suíça de Davos. Pelo menos duas mesas de discussão sobre o tema estão previstas no programa do fórum. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, participa na sexta-feira de uma mesa de discussão que vai debater os efeitos adversos do aumento da produção e do consumo de biocombustíveis, como o aumento do preço dos alimentos, o desmatamento e o aumento do consumo de água para irrigação de cultivos. Outra mesa, com a presença do ex-ministro do Desenvolvimento Luiz Fernando Furlan, debaterá o impacto do uso dos biocombustíveis sobre o aquecimento global. Polêmica O etanol e os demais biocombustíveis são o destaque da política externa do governo brasileiro e são promovidos como uma alternativa ecologicamente correta aos combustíveis fósseis no combate ao aquecimento global e como uma opção econômica para países pobres da África e América Central. No entanto, o uso de biocombustíveis como alternativa energética enfrenta crescente resistência no exterior e o tema vem provocando polêmica. Um dos argumentos dos opositores é que a produção de biocombustíveis tende competir com a de alimentos e que as lavouras de cana-de-açúcar empurrariam outras culturas para a Amazônia, aumentando a devastação da região - críticas que são rebatidas pelo governo brasileiro. No final de outubro, o relator especial da ONU para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, chegou a pedir uma moratória na produção de biocombustíveis, dizendo ser "crime contra a humanidade converter terras para a agricultura em solo para produzir alimento a ser queimado como combustível". Um dos maiores “propagandistas” mundiais dos biocombustíveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não estará no fórum de Davos neste ano, depois de ter participado de três dos últimos cinco encontros. Convidado, Lula preferiu permanecer em Brasília nesta semana para cuidar de temas da política interna. |
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