|
Relatório da ONU defende fim de taxa a etanol do Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) defende, em um relatório divulgado nesta terça-feira em Brasília, o fim das tarifas de importação que os demais países impõem sobre o etanol do Brasil. A medida, segundo o PNUD, ajudaria a combater as mudanças climáticas no planeta. "O Brasil é muito mais eficiente do que a União Européia e os Estados Unidos em produzir etanol. Além disso, o etanol de cana é mais eficiente para reduzir as emissões de carbono. O problema é que as importações de etanol brasileiro são restringidas por altas tarifas de importação", afirma o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008. "Remover estas tarifas geraria ganhos não só para o Brasil, como para a mitigação das mudanças climáticas." O etanol não é consenso entre os diferentes órgãos da ONU. Em junho, um estudo da FAO – a agência da ONU para Agricultura e Alimentação – sugeriu que a crescente demanda por biocombustíveis poderia estar elevando os preços internacionais de alguns alimentos. Em outubro, o relator especial da ONU para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, pediu uma moratória de cinco anos da produção de biocombustíveis como o etanol, alegando que esse tipo de produção pode agravar o problema da fome no mundo. 'Impressionante' No relatório divulgado nesta terça-feira, o órgão da ONU para o desenvolvimento afirma que o "impressionante" exemplo brasileiro do etanol e dos carros flex trouxe benefícios ambientais e reduziu a dependência do país em petróleo. O PNUD diz que a maior parte dos países desenvolvidos impõe restrições aos biocombustíveis como o etanol. A União Européia permite a importação sem imposto de biocombustíveis oriundos de cem países em desenvolvimento, porém a maior parte desses países não produz etanol. No caso do produto brasileiro, o imposto de importação é de 0,73 euros por galão. Nos Estados Unidos, a tarifa para o etanol do Brasil é de US$ 0,54 por galão. "Políticas comerciais aplicadas ao etanol entram em conflito com uma série ampla de metas relacionadas às mudanças climáticas", afirma o relatório do PNUD. "O etanol do Brasil é desestimulado, mesmo sendo mais barato de produzir, gerar menos emissões de CO2 na produção e ser mais eficiente em reduzir a intensidade (de emissões) de carbono de veículos de transporte." Segundo o PNUD, "a palavra final é que abolir tarifas sobre o etanol beneficiaria o meio ambiente, a mitigação das mudanças climáticas e o desenvolvimento de países que – como o Brasil – possuem condições favoráveis de produção". O relatório também elogia o papel da Suécia, que tem defendido na União Européia a redução de tarifas. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Especialista da ONU pede moratória de biocombustível27 outubro, 2007 | BBC Report Biocombustível já eleva preço de alimentos, diz FAO07 junho, 2007 | BBC Report ONU: Biocombustível é só um dos caminhos contra aquecimento09 julho, 2007 | BBC Report Pobres da Noruega ganham mais que ricos em 57 países03 janeiro, 2007 | BBC Report Educação freia desenvolvimento humano do Brasil, diz ONU09 novembro, 2006 | BBC Report Água contaminada mata 200 crianças por hora, diz ONU09 novembro, 2006 | BBC Report Brasil tem 8ª maior desigualdade do mundo, diz ONU07 setembro, 2005 | BBC Report Brasil mantém 72ª posição em ranking de desenvolvimento da ONU 15 julho, 2004 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||