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Atualizado às: 09 de novembro, 2006 - 16h11 GMT (14h11 Brasília)
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Educação freia desenvolvimento humano do Brasil, diz ONU

Criança na favela de Cidade de Deus, no Rio de Janeiro
Mudança metodológica ajudou a piorar posição do Brasil
O desempenho do Brasil na área da educação freou o desenvolvimento humano do país no início deste século 21, mostrou o relatório anual divulgado nesta quinta-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A evolução do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil entre os anos 2000 e 2004 foi a pior desde 1975, ano em que se inicia a comparação histórica fornecida pelo estudo.

Entre os anos de 2003 e 2004, o Brasil caiu no ranking do IDH – passou da 68ª para a 69ª colocação – mas uma mudança importante de metodologia impede comparações entre os dois períodos, disse o PNUD.

Dentro de uma escala de zero a um – em que um é o resultado ideal – o IDH brasileiro atingiu a marca de 0,792 em 2004, contra 0,788 do ano anterior, ficando atrás de Romênia, Belarus, Bósnia e Herzegovina, República Dominicana, Omã e Ilhas Maurício.

Entre os países latino-americanos comparados pelo relatório da agência das Nações Unidas (Argentina, Colômbia, Chile, Peru, México e Venezuela), somente a Argentina – que enfrentou grave crise política e econômica em 2001 – teve uma evolução menor do que o Brasil no IDH.

Indicadores

O IDH é a síntese de quatro indicadores, sempre relativa aos números de dois anos antes: Produto Interno Bruto (PIB) per capita, expectativa de vida, taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade e taxa de matrícula bruta nos três níveis de ensino (percentual de população em idade escolar que está matriculado em algum tipo de ensino – fundamental, médio ou superior).

No indicador de PIB per capita, o Brasil chegou a apresentar um aumento de cerca de 3,1%, passando a US$ 8.195 (em torno de R$ 17.529,00) em 2004. O país melhorou também na expectativa de vida (de 70,5 anos para 70,8 anos).

AVANÇO NO IDH
2000-2004: 0,22%
1995-1999: 0,95%
1990-1994: 0,79%
1985-1989: 0,59%
1980-1984: 0,43%
1975-1979: 1,12%
PNUD/ ONU

No entanto, os números do IDH do Brasil ficaram estagnados no que diz respeito à taxa de alfabetização (88,6%) e taxa de matrícula (85,7%).

Como resultado, caiu o ritmo de melhora no indicador: entre 2000 e 2004, o avanço foi de apenas 0,22%, contra 0,95% no período entre 1995 e 1999 e 0,79% nos cinco anos anteriores.

Na América Latina e no Caribe, 13 países tiveram desempenho superior ao brasileiro em termos de desenvolvimento humano: México (53º no ranking, IDH de 0,821), Cuba (50º no ranking, IDH de 0,826), Uruguai (43º no ranking, IDH de 0,851), Chile (38º no ranking, IDH de 0,859) e Argentina (36º no ranking, IDH de 0,863).

No topo do ranking estão Noruega, Islândia e Austrália, enquanto Mali, Serra Leoa e Níger ocupam a lanterna do ranking.

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