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Campo de Tupi pode tornar Brasil 'exportador de porte', diz NYT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A descoberta da reserva de petróleo de Tupi, na Baía de Santos, no ano passado, tem o potencial de transformar o Brasil em um exportador de porte e ainda ganhar uma cadeira no cartel de exportadores de petróleo, segundo reportagem do jornal americano The New York Times publicada nesta sexta-feira. A reportagem afirma ainda que, somada aos projetos de refino da Petrobrás já em andamento, a reserva poderia, eventualmente, tornar o Brasil um maior exportador de gasolina, suprindo mercados como o dos Estados Unidos e de outros países onde é virtualmente impossível construir novas refinarias. "Enquanto alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo, entre eles o México e o Irã, lutam para continuar exportando, o Brasil se move na direção oposta", diz o New York Times. Segundo o jornal, o rápido crescimento econômico e o declínio na produção petrolífera em países ricos em petróleo, como a Indonésia, o México e o Irã, estão afetando as exportações, aumentando a pressão sobre o mercado global de petróleo. Em alguns casos, diz o jornal, o subsídio doméstico ao combustível leva até a desperdícios. "Mas o Brasil, com uma economia crescendo a um ritmo saudável, vende combustível para seus cidadãos essencialmente a preço de mercado", diz a reportagem. "E o imenso esforço de três décadas para transformar cana-de-açúcar em etanol fez do Brasil o maior consumidor de biocombustíveis à base de plantas do mundo." Euforia A reportagem ainda destaca que a reserva Tupi, estimada entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo está criando euforia entre as maiores empresas de petróleo do mundo. Nos últimos anos, as empresas têm tido dificuldade em encontrar projetos de escala global que justifiquem um investimento, mesmo com o barril do petróleo a US$ 100. "Tupi é a maior descoberta de petróleo do mundo desde que foi encontrada uma reserva de 12 bilhões de barris no Cazaquistão, em 2000", acrescenta o jornal. A reportagem afirma, no entanto, que será necessário resolver algumas questões técnicas para que a reserva – em águas profundas – possa ser explorada, mas que a Petrobrás parece otimista. A possibilidade de o governo restringir as condições para investimento na nova reserva, no entanto, poderia diminuir o entusiasmo internacional rapidamente, segundo o jornal. "O Brasil já está até atraindo comparações com a Bolívia e a Venezuela, dois países da América do Sul que nacionalizaram parte de sua indústria de energia nos últimos anos." Mas o New York Times lembra que o Brasil se manteve mais aberto ao investimento estrangeiro do que os países vizinhos e encorajou empresas internacionais, como a Exxon Mobil, a Chevron e a Shell a investir bilhões de dólares na nova reserva, apesar de não ter alcançado muito sucesso até agora. |
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