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China eleva preço dos combustíveis e teme inflação | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo chinês anunciou nesta quinta-feira que vai aumentar os preços dos combustíveis em 8%. O reajuste vem em resposta a uma crise de abastecimento que começou com a elevação do preço do petróleo no mercado internacional. Na China, os combustíveis são tabelados pela Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (CNRD) que decidiu aumentar em 500 yuan (o equivalente a cerca de R$ 117) a tonelada dos combustíveis, elevando o preço final da tonelada de gasolina para 5,98 mil yuan (R$ 1,4 mil) e a do óleo diesel para 5,52 mil yuan (R$ 1,29 mil). A medida representa uma mudança de política. Em setembro, o governo prometeu que manteria o preço dos combustíveis estável. O último reajuste ocorreu em maio de 2006 e também foi próximo de 10%. Na média, o litro de gasolina sofrerá um aumento de 0,40 centavos de yuan (R$ 0,09) e o de óleo diesel de 0,46 centavos de yuan (R$ 0,10), informou a agência de notícias estatal Xinhua. Crise A crise de abastecimento ocorreu porque, devido à política de preços fixos, pequenas refinarias nacionais não puderam repassar aos consumidores a elevação nos custos que tiveram com a recente alta do petróleo no mercado internacional. Nos últimos dias, a cotação do barril de petróleo ultrapassou os US$ 90, acumulando alta superior a 80% desde o começo do ano. Sem opção de lucro, muitas refinarias decidiram suspender a produção, o que gerou caos no abastecimento em áreas urbanas. Filas enormes se formaram em frente aos postos de gasolina em várias cidades, inclusive na capital Pequim. Um homem foi morto na cidade de Xinyang, na província de Henan, ao tentar furar a fila para abastecer o carro, informou a edição asiática do jornal Wall Street Journal. Impacto na economia Com o reajuste, o governo espera incentivar a retomada da produção, mas teme que por outro lado a medida gere inflação. O CNRD estima que a elevação no preço dos combustíveis contribuirá para um incremento de 0,05% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Em setembro, o IPC ficou em 6,2%, pouco abaixo dos 6,5% registrados em agosto. Na média, de janeiro a setembro o índice que mede a inflação no país ficou na casa dos 4,1%, bem acima da meta de 3% para o ano de 2007. O governo se preocupa em conter as pressões inflacionárias para que não haja perda no poder aquisitivo da população e conseqüente revolta social. Ciente das implicações políticas de um aumento na inflação, o CNRD anunciou que o reajuste dos combustíveis não será repassado para o transporte público e taxistas receberão subsídios para a compra de gasolina. Entretanto, a comissão reconhece que é possível que transportes de carga, trens e aviões venham a ser afetados pelo aumento dos preços. Demanda Nas últimas semanas o petróleo teve forte alta nos mercados internacionais devido à baixa cotação do dólar e a rumores de uma possível intervenção americana no Irã. Com a grande procura dos investidores por petróleo, o barril ultrapassou US$ 95 na quarta-feira e há expectativa de que o preço chegue em breve aos US$ 100. No caso específico da China, além da pressão causada pelo preço do petróleo no mercado internacional, há uma demanda acentuada por conta do grande consumo de óleo diesel pelos caminhões, que fazem o escoamento da produção das indústrias, e pela crescente frota de carros particulares. Apenas de janeiro a agosto de deste ano, 5,69 milhões de veículos foram vendidos na China. Um aumento de 24,95% em relação ao mesmo período de 2006, segundo números da Federação Chinesa de Indústria de maquinário publicados no jornal estatal China Daily. |
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